Resenha de AMON, de DIR EN GREY (FIREWALL Div., 2011). Nota: 8,0.

Dando mais uma amostra de como será DUM SPIRO SPERO, o DIR EN GREY lançou AMON, box set que conta com um photobook de quarenta e oito páginas, um pôster e um CD. No disquinho estão a faixa-título (quarta no vindouro álbum) e uma terceira versão de “ZAN” do álbum GAUZE.

O que temos é o mesmo formato de canção apresentado em “DIFFERENT SENSE”. Ou o mesmo não formato.

“AMON” quebra, novamente, com qualquer padrão pré-estabelecido de canção. Fórmulas e convenções comuns são totalmente descartadas em prol de uma variação de ritmos e interpretação tão ampla que é cansativo imaginar o quão desafiador deverá ser reproduzir essa música ao vivo.

Shinya massacra a bateria em levadas tão intricadas quanto rápidas. Dinâmicas e mudanças de tempo são desenvolvidas com uma regularidade assustadora. A produção tornou os vocais e, principalmente, os guturais de Kyo um pouco mais claros e destacados que o normal.

A faixa não possui um refrão marcante como os dos últimos singles, lembrando um pouco os momentos mais pesados e intricados de UROBOROS, álbum lançado em 2008.

“ZAN-Wizardry Ver.-” é basicamente a mesma já lançada em Hageshisa to, Kono Mune no Naka de Karamitsuita Shakunetsu no Yami. Uma introdução lúgubre foi adicionada e a mixagem deu destaque a outras características do arranjo — como a guitarra com whammy no pandemônio instrumental a partir dos 2min53s.

Para os iniciados, AMON traz os últimos minutos de ansiedade até que o novo álbum das bandas chegue às prateleiras. Caminhando entre a intensidade brutal e mantras entoados quase como orações, DUM SPIRO SPERO deve ser o álbum mais complexo da banda.


Publicação original de 26/07/2011.

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