Resenha de Kidoairaku plus Ai, de Kaela Kimura (Columbia Music Entertainment, 2011). Nota: 9,0.
Com a mesma velocidade com que chegou ao topo dos charts da Oricon, Kaela Kimura conseguiu conquistar a atenção da vanguarda musical nipônica. Ao mesmo tempo em que apresentava o programa matinal Saku Saku e recebia o prêmio de Melhor Clipe no VMA da MTV japonesa, Kaela recebia o convite para estrelar na reunião da Sadistic Mika Band (banda seminal responsável por trazer o rock ao Japão).
Poucos artistas conseguem criar esta simbiose entre o pop (no sentido de popularesco mesmo) e a criatividade musical como a menina de meros vinte e seis anos. E Kidoairaku plus Ai é mais uma prova dessa virtude.
Enquanto a faixa-título é um rock feroz, o b-side é uma canção pop embalada por um ritmo contagiante. Em ambas as músicas, elementos digitais são utilizados de maneira dosada e interessante. Sintetizadores saltam entre a massa de guitarras na primeira e poucas vezes você vai ver um auto-tune tão bem utilizado quanto nas vozes robóticas de “Hoshi no Tane”.
Oferecendo melodias cativantes e riffs confiantes de guitarra, Kaela e seu fiel companheiro Shinobu Watanabe (do grande ASPARAGUS) conseguem criar um material realmente muito bem feito e ainda mais chiclete que a média do que é produzido no j-pop. Diversão garantida e difícil de esquecer, tem como pedir mais?
Publicação original de 10/08/2011.