Resenha de Monochrome, de Aoi e Ryohei incl. Ayabie Megamasso (avex trax, 2011). Nota: 4,0.

Era uma vez um grupo de amigas. Uma delas briga com o resto e resolve arrumar novas colegas em outro lugar. O bando inicial segue meio a trancos e barrancos e, no fim, a criadora da gangue fica sozinha do resto das meninas. A injustiçada vai buscar colo naquela primeira, que, agora, desfruta do auge da popularidade entre o pessoal do colégio.

Troque pelos devidos sujeitos e você tem a historinha de onde surgiu essa parceria entre Aoi e Ryohei.

Contos da Capricho à parte, Monochrome é o pontapé inicial de um flerte que estava condenado há anos. O divórcio entre o guitarrista Ryohei e o Ayabie foi tão marcante que parecia que ele e Aoi, o vocalista da banda, nunca mais estariam juntos. Mas, como quase tudo no amor: nunca diga nunca.

“Monochrome” é um single mais interessante que tudo o que o Ayabie lançou nos últimos anos, mas fraquíssimo se comparado ao que o guitarrista apresenta com frequência no Megamasso (as novas colegas da historinha).

A faixa-título, “Shinjitsu no Uta” e “Kei” são músicas corretas, porém é impossível não sentir a sensação de que falta alguma coisa para serem boas. Não têm uma melodia que fica na cabeça de imediato ou uma batida memorável que te faça apertar o botão repeat. Nenhum destaque.

Talvez Ryohei tenha guardado o que tem de melhor para o próximo álbum da sua banda principal, ou quem sabe os caras reciclaram algumas sobras antigas. Vai saber... A única certeza é que Monochrome poderia ser bem melhor do que é.


Publicação original de 21/02/2011.

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