E aí, pessoal! Quanto tempo sem escrever nada por aqui! :X
Bom, como muitos de vocês já sabem, estamos em época de Brasil Game Show. No dia 5 de outubro, o evento abriu as portas para o primeiro dia de Conferência, em que ocorreram algumas palestras e reuniões. Consegui convencer meus pais a me deixarem faltar à aula para ir aos dois primeiros dias de Conferência. Tirei algumas fotos de lá, embora não tenha acontecido nada demais nos primeiros dias, com exceção das palestras, pelo menos até onde eu sei. O pessoal da organização ainda estava montando os estandes e arrumando o espaço para os dias de Feira, que começou a partir de hoje. Olhem só como estava o lugar:
Nããããããããããão! Cadê os games? OO
É, foi assim nos primeiros dias. Eu só consegui assistir uma palestra em cada dia, porque depois do término da primeira iniciou-se o horário de almoço, que foi a hora em que eu saí, mas valeu muito à pena.
No primeiro dia, assisti uma palestra sobre Modelagem 3D com Fernando Ribeiro do NAVE (Núcelo Avançado em Educação). Na palestra, Fernando falou sobre a formação de um modelo 3D. Disse que todos os objetos são criados a partir de pontos tridimensionais e vértices. Esses pontos causam a ilusão da formação de uma imagem. Outro fator importante responsável por criar essa ilusão é a distorção da iluminação, dando a impressão de que uma imagem possui diferentes formas e relevos, quando na verdade é tudo uma ilusão, ou pelo menos foi isso o que eu entendi. xD
O processo de produção de um modelo 3D para se chegar à arte final começa com algo bem simples, como um cubo ou uma esfera, mas, depois de criar uma forma, é necessário ter um conhecimento técnico para fazer a ligação dos pontos tridimensionais, e isso é algo difícil. Na apresentação, o palestrante utilizou dois softwares de modelagem, que foram o Blender e o Unity 3D. Ele disse que esses programas também oferecem recursos para se desenvolver jogos, indo além da modelagem.
Outros assuntos tratados na palestra foram mapeamento, processo de criação de animação e algumas técnicas de modelagem como a escultura digital, mas obviamente não consegui compreender tudo. Quem se interessa pela área de desenvolvimento de jogos, principalmente na confecção de cenários e personagens, certamente iria curtir bastante a palestra. No final, o cara respondeu algumas perguntas e a palestra foi finalizada com aplausos do público.
Depois da palestra, eu ainda fiquei andando um pouco por lá para ver se tinha mais alguma coisa legal... Na sala ao lado, estava acabando uma palestra sobre o jogo Angry Birds, com Jere Erkko, vice-presidente para América Latina da Rovio. Provavelmente ocorreram outras palestras, mas, como sou um péssimo jornalista (desde quando você é um?), não procurei saber quais foram. Quando estava saindo, encontrei o Fernando Ribeiro e comecei a falar com ele sobre a palestra. O cara parece ser muito gente boa. Ele me deu algumas dicas, disse que seria uma boa começar a usar Unity 3D para aprender a lidar com modelagem, falou que também dava aulas de programação e que desenvolvimento de jogos não é uma área fácil de lidar. Há muitas situações em que é necessário quebrar muito a cabeça para solucionar um problema, seja com modelagem, seja em programação etc.
O segundo dia de Conferência foi basicamente a mesma coisa: houve palestras e reuniões na área B2B, isto é, desde a hora em que eu entrei até a hora em que eu saí. Não fiquei até mais tarde, então não sei precisamente o que mais rolou por lá, mas, segundo a programação, ocorreram outras palestras importantes.
Durante a manhã, após esperar sentado no auditório durante uma hora (cheguei cedo demais xD), o co-fundador da TIMWE, Ricardo Carvalho, apareceu para falar sobre monetização de jogos no Brasil.
Ele começou falando brevemente sobre a história da empresa com dispositivos mobile. Disse que, apesar de não serem desenvolvedores de jogos, ajudam produtores a publicar seus games para essas plataformas, porém muitas vezes os produtores são desencorajados a negociar com as operadoras, pois elas ficam com a maior parte dos lucros.
Ricardo ressaltou alguns pontos importantes para se obter sucesso ao lançar um jogo, afirmando que o fato de o mesmo ser bom não basta para dar certo no mercado. É importante:
- Ter uma plataforma muito forte;
- Ter uma interface de utilização simples, que permita um fácil e rápido acesso;
- Ter todo um suporte para o usuário, disponível a qualquer hora;
- Buscar usuários, com muito investimento em publicidade;
- Estar sempre na web promovendo — as redes sociais são o melhor lugar para buscar o cliente;
- Contratar uma fornecedora que tenha contato direto com as operadoras de telefonia móvel;
- O pagamento por celular é o meio mais eficaz de qualquer transação;
- Focar no produto, preço e promoção.
Outro fator importante é que não basta colocar um jogo na rede e ver se dá ou não resultados, é necessário um investimento constante de publicidade, com o objetivo de atrair cada vez mais clientes. “Colocar o jogo na rede é como jogar na Mega Sena... O celular é a forma mais fácil e mais direta de atrair o consumidor”, afirmou.
Após passar para o bloco de perguntas e responder todas, a palestra foi encerrada com fortes aplausos do público. Depois disso, peguei um kit com um bloquinho de anotações da Vostu muito maneiro, um mapa e uma lista dos patrocinadores e parceiros do evento.
Não podia deixar de mencionar que a assessoria de imprensa da BGS me atendeu muito bem, e que as recepcionistas do evento continuam maravilhosas como sempre. Hoje não pude ir, pois tive que assistir aula, mas nos demais dias de Feira voltarei lá, tirarei fotos mais decentes e prometo escrever uma matéria melhor que esta. Também ficarei até mais tarde no evento desta vez para saber de tudo o que aconteceu. XD
Se tiveram paciência para ler até aqui, valeu!
Até a próxima! Continuem jogando!
Publicação original de 07/10/2011. 9 imagens desta publicação não sobreviveram à migração de 2013.