Resenha de Suigin, de NightingeiL (Free-Will, 2011). Nota: 6,0.
Depois de enfrentar alguns problemas com mudanças repentinas na formação que os obrigaram a fazer uma breve pausa, o grupo liderado pelo doidão vocalista Kon — lembram-se do La’Mule? — lança o primeiro CD de 2011.
Mesmo contando com o passado ilustre dos integrantes, o NightingeiL não é lá muito conhecido. E o novo single, Suigin, também não vai colaborar: é um dos trabalhos mais irregulares da curta discografia da banda.
“Fragile” e a faixa-título são boas canções, ambas mergulhadas naquele caldeirão sonoro que é o visual rock. Flertes eletrônicos, harmonias robóticas e refrões dramáticos; está tudo aqui, mesmo que sem muita garra. Porém, o agravante descarado é a pentelha “Kanojo to kutufuku”, uma música capaz de irritar até mesmo a finada Madre Teresa de Calcutá.
As arrumações da casa atrapalharam a qualidade das composições. Mas, ao menos, a banda se mantém condizente com a própria proposta, coisa difícil de ver nesse cenário ultimamente. Indicado para fãs de visual kei old school.
Publicação original de 23/02/2011.