Resenha de XI, de Jui (NIPPON CROWN, 2011). Nota: 4,0.
Esqueça a loucura de “...Sanga Koronda!!”, a emoção de “Heroine”, o experimentalismo de “Shasei Sankai NARCOLEPSY” ou o lirismo de “Tōmei Nakago”. Se o Vidoll já demonstrava há tempos sinais claros de uma mudança de direcionamento nada saudável, Jui acabou de aniquilar qualquer esperança da volta daquela genialidade do passado.
XI tem lá duas ou três músicas razoáveis, mas o que houve com o Jui? Os pops rasteiros que povoam o CD parecem mais tentativas descaradas de figurar em alguma abertura de anime qualquer.
“Shōtaijō”, “Saidai Kōyaku Ai”, “Eternity” e quase todo o resto do tracklist têm arranjos vergonhosos de tão previsíveis. O desempenho de Jui soa muito preguiçoso ou, no mínimo, feito em piloto-automático. Com esforço da para salvar a jazzy “Mikansei no Gakufu”.
Como é triste ver um dos seus heróis se render a toda aquela bundamolisse que ele mesmo parecia ser contra. Um daqueles momentos na vida em que você se sente um pouco mais sozinho no mundo...
Publicação original de 08/05/2011.