Resenha de Pappa Papparatta, de Souiumono (Souiumono Shop, 2011). Nota: 4,0.

Com uma das capas mais ridiculamente espetaculares do ano, o Souiumono estreia em Pappa Papparatta com um problema que afeta parte significativa das bandas com bom humor: não ter músicas tão divertidas quanto suas piadas.

A faixa-título parece uma tentativa frustrada de soarem como os colegas de escracho do GOLDEN BOMBER. Sem os mesmos ganchos marcantes e refrãos pop bem sucedidos.

O repertório de sacanagens acaba nas b-sides. A origem de dois terços do trio, o saudoso POITRINE, é escancarada, sem disfarçar o que eles realmente são: uma banda típica do visual kei.

Apesar de “Numa” e a balada “Restart” terem lá alguma graça — principalmente a primeira, rápida e com teclados bem aproveitados —, são o tipo de coisa que você encontrará em lançamentos de outros grupos por este mês. Caso esteja habituado com o estilo, dificilmente ouvirá mais de uma vez.

Com efeito, o que o Souiumono planeja fazer é o ideal para atingir certa durabilidade: balancear o lado cômico com músicas ‘normais’ para não cansarem nem a eles mesmos nem o público. Porém, vão precisar de bem mais que algumas risadas para agradar alguém.


Publicação original de 27/07/2011.

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