Resenha de VANDALISM, de DELUHI (BRAVEMAN RECORDS, 2011). Nota: 6,0.

Sempre achei o DELUHI uma banda superestimada. Há dois ou três anos, amigos apontam os caras como a ‘salvação do visual kei’ ou outras alcunhas gloriosas do tipo, mas sempre que os ouço tenho a sensação de ter sido enganado.

VANDALISM é a coletânea de despedida dos caras, lançada ontem, dia do último show da banda. E mesmo propondo-se a reunir o melhor material do grupo, continuo não entendendo a grande aceitação às músicas.

“Vivid Place” e a exótica “LORELEI” trazem momentos interessantes, mas, em boa parte do tempo, o DELUHI me parece um irmão mais velho do Matenrou Opera: menos histriônico e afetado, mais nervoso e pesado. Adicione pitadas do NEGA e the GazettE e você tem mais ou menos o que eles produzem: canções pesadas, com instrumental seguro e vocais bem colocados, mas sem uma passagem que impressione.

Falta algo para “Baby play”, “s[K]ape:goat” ou “Orion once again” chegarem lá. Aquela velha e incômoda impressão de que já ouviu cada uma das faixas deste disco em lançamentos de outras bandas.

Tudo bem, não é uma catástrofe. Leda é um guitarrista impressionante e está lá “Rebel:Sicks, Shadow:Six”, facilmente a melhor música deles e que seria um hit single certeiro caso tivesse o nome de uma das bandas famosas do momento estampado na capa.

Portanto, se você ouvir VANDALISM e achar que te venderam gato por lebre, não estranhe, os deuses não estão loucos. Fora algumas pequenas exceções, este pacote de supostas melhores faixas não surpreende, muito menos diverte.


Publicação original de 28/07/2011.

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