Continuando nossos assuntos relacionados a diversão, pirataria e opinião, o Questão B! dessa próxima quinta-feira leva o foco para os jogos de video game. Afinal, será que os ouvintes compram jogos originais para seus consoles? E inclusive, será que os consoles desses ouvintes são originais? Os valores de consoles e jogos são extremamente elevados, dificultando o acesso aos jogos eletrônicos. Agora, por que será que isso se dá?

Primeiro eu vou fazer algumas colocações bem pessoais: eu já tive um PlayStation falsificado e somente joguei nele jogos igualmente piratas. O motivo era logicamente o valor dos jogos. Aqui no Brasil, embora haja um enorme mercado que consuma, os lançamentos são quase todos via importadoras. Aí o preço dos joguinhos do meu Play 1, coitado, eram uma economia de mês. O mesmo não acontece nos demais mercados de games pelo mundo, onde em alguns casos você até ganha um memory card de brinde na compra de jogos, olha que luxo. Isso é uma justificativa para meus atos ilícitos de anos passados...

O problema é que, hoje em dia, eu faria igual. Podem processar, mandar prender, matar o Tiano... O caso é que eu sou pobre, dou aula e quero joguinhos acessíveis. Não tem? Eu compro no camelô (“Tiano, você nem tem mais videogame, pra que você tá se usando como exemplo?” Calma, Tititi! Você vai entender). Eu conheço gente que APENAS tem jogos originais, consoles originais e acho isso lindo! Quisera eu fazer igual! Infelizmente, a minha realidade é outra.

A minha e a de muita gente! Pensando nisso, há um movimento criado por um homem chamado Moacyr Alves Júnior chamado Jogo Justo. Clicando no nomezinho, vocês conhecem mais. Para resumir, é um projeto que pretende mostrar por meio de dados a potencia do mercado consumidor de jogos eletrônicos do Brasil. Eu confesso: R$ 99,00 é o preço que normalizaria um jogo original sem as tais cargas tributárias, em média. Tá alto? Tá! Porém, eu compraria. Sim, compraria porque eu tenho alguma noção do quanto nós, brasileiros, pagamos por qualquer coisa. E quando eu digo qualquer coisa, digo aluguel, coca-cola, serviço telefônico. Somos um dos países com as cargas tributárias mais elevadas por aí afora e nem somos potência econômica. Peraí, senhor, pra onde vão meus impostos?

Pensando nisso, eu, Tiano cidadão, entendo que, mesmo com o preço dez vezes maior que o do camelô, o jogo original acabaria na minha estante. Por quê? Porque entendo que, quando há alguma noção de justiça, devemos dar incentivo. Aí esse sou eu e minha reduzida noção de civilidade. E você?

Quero saber de você, ouvinte e leitor do Questão B!: compraria um jogo/console original se os preços baixassem? Ou ainda apostaria no mercado alternativo, muito mais barato e igualmente funcional? Quero sua sinceridade, aqui é um espaço aberto para todo tipo de opinião. O programa é quinta-feira, 23h. Aqui na Blast!


Publicação original de 31/08/2010.

Compartilhar
Comentários
0 comentários