O cinema é algo que muitos curtem e gostam, sejam otakus ou não, enfim, pessoas de todo tipo. Porém, o que passa despercebido pelas pessoas são exatamente os gênios que fazem estes filmes ganharem “vida”.

Neste ano, comemoramos um marco na vida do cinema. Há cem anos atrás nascia Akira Kurosawa, que, ao lado de ídolos do cinema como Stanley Kubrick e Charles Chaplin, é considerado um gênio do cinema.

Nascido em Tóquio no ano de 1910, descendente de um clã de samurais, trabalhou inicialmente em sua juventude como pintor e ilustrador de revistas. Aos 33 anos virou assistente de direção, e foi aí que sua vida cinematográfica começou a decolar. O mundo conheceu seu nome com Rashamon (1950), que ganhou o prêmio Leão de Ouro e o cobiçado Oscar de melhor filme estrangeiro. Quatro anos depois dessa façanha, produziu Os Sete Samurais, outro estouro de bilheteria mundial que depois virara uma adaptação chamada Sete Homens e Um Destino, além de ter ganho uma versão em anime.

Kurosawa era conhecido mundialmente, contudo era desprezado no seu país por usar muitos detalhes e pontos ocidentais. Era até conhecido como “cineasta secundário”. Mas é a ele que se deve o prestígio por esse “empurrão” no cinema japonês para o mundo.

Em 1970, por falta de dinheiro para fazer um filme, tentou suicídio. Todavia, alguns diretores (inclusive o jovem, na época, Steven Spielberg) o ajudaram a conseguir dinheiro e realizar mais duas obras: Kagemusha (1980) e Sonhos (1990).

Em 1975, novamente ganhou o Oscar de filme estrangeiro, só que desta vez com a obra Dersu Uzala. A obra foi gravada na Rússia (na época, URSS). Em 1985, produziu Ran, que foi uma adaptação da peça de William Shakespeare Rei Lear e ganhou o Oscar de Figurino. É claro que, além destas em destaque, Akira também fez outras obras, tais como: Trono Manchado de Sangue, Homem Mau Dorme Bem, Yojimbo, Tsubaki Sanjūrō e mais outros 20 filmes.

Em 1993, Kurosawa se preparou para realizar sua última façanha: Madadayo. Kurosawa já estava muito doente, o filme então foi uma autobiografia, na verdade uma despedida. Veio a falecer em setembro de 1998, aos 88 anos de idade.

É lembrado até pelo ator Chris Rock, de Todo Mundo Odeia o Chris, que assinou para reescrever a história de um de seus filmes, Céu e Inferno.

De fato, é uma perda irreversível para o cinema mundial, embora muitos japoneses e afins não pensem assim. É uma pena se formos por este silogismo também, mas vale lembrar que ele ficou na história e será lembrado também no próximo século, daqui a duzentos e infinitos de anos por suas obras e história de vida cinematográfica. E esperamos que, no longo desses anos, o Japão reconheça-o e revele ao mundo muitos outros “Akiras Kurosawas”.


Publicação original de 02/11/2010. 1 imagem desta publicação não sobreviveu à migração de 2013.

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