Então, vamos lá?

Primeira banda que escolhi foi AN CAFE. Mas “ó, Victor, por que AN CAFE?”. Simplesmente porque é uma das minhas bandas favoritas.

Lembrando que nesses posts de “transformações” não vou contar a história inteira da banda, e, sim, de como a banda era e o que ela foi se tornando. As opiniões são todas minhas e se você que está lendo tiver algum comentário e for algo como “que bosta”, “nem li”, “ri litros”, por favor, guarde para você. :)

Tudo começou em 2003, com sua primeira formação, Miku (vocal), Bou (guitarra), Kanon (baixo) e Teruki (bateria). Até aí, tudo certo, já tocavam em poucos shows indies. Naquela época, eles tinham lançado uma demo com “Opu-ngu” e “Uzumaki senshokutai/Hatsukoi”, essas demos sendo limitadas e vendidas nos shows.

Até que, com o interesse da gravadora Loop*Ash, a banda lançou seu primeiro single, “Candyholic” (muito bom, por sinal), em março de 2004. Nessa época, já realizando shows em contrato com a Loop*Ash, a banda distribuía o single “Hatsukoi” gratuitamente. Já em 2005 conseguiram lançar seu primeiro miniálbum (algumas músicas deste miniálbum são bem clássicas, tais como “3P”, “Takaido” e “Duck no magical adventure” = Miku fazendo voz de Pato Donald).

Falei um pouquinho do começo da banda, agora vamos comentar este começo.

O começo do AN CAFE foi um tanto quanto “fácil”. Conseguir um contrato com uma gravadora em apenas um ano de banda é sorte para poucos. Muitos dos fãs que eles têm não conhecem a essência da banda dessa época. Na minha opinião, sem ter aquela síndrome de underground, as melhores músicas dessa época são “3P”, “Takaido” e “Hatsukoi”.

Já em 2005 eles lançaram três singles: “Tekesuta Kōsen”, “Escapism” e “Merrymaking”. Essas três músicas estão presentes no seu primeiro álbum, o Shikisai Moment.

A banda mudou um pouco de estilo neste álbum: arranjos musicais muito bem feitos e uma tiragem bem maior do que do seu miniálbum. A versão limitada deste álbum vinha com um DVD de uma hora de duração, com eles lendo cartas dos fãs, e com 3 PVs. Até aí, AN CAFE continuava o mesmo pra mim. Sem aquela lenga lenga de popularidade toda.

Em 2006, eles lançaram o álbum Magna Carta e foram consagrados como a maior banda de oshare-kei do Japão, desbancando bandas como Charlotte, Kra, Serial Number, entre outras.

Opa! Maior banda de oshare-kei do Japão? Muito bom! Cada vez crescendo mais e mais. E calma, gente, tá chegando a hora em que vou arregaçar de falar sobre eles.

Em 2007, Bou (guitarrista) anuncia sua saída da banda por motivos particulares. Com isso a banda ficou em um breve “hiato”, com apenas uma mensagem em seu site oficial: “AN CAFE next generation”.

Agora era a hora que eu realmente esperava! Vou tentar maneirar nos palavrões, ok? Meu, que porra é essa? Bou, por que você foi sair do AN CAFE, cara? De maneira alguma vou comentar sobre o visual e dizer isso e aquilo do Yuuki ou do takuya, vou comentar sobre a música, que isso é o que realmente importa pra mim. Mas quem conheceu a banda na época de Amedama Rock ou de Shikisai Moment sabe que aqueles eram momentos de glória. Nessa época, tenho certeza que a banda tinha muito mais fãs/seguidores fiéis, e, com a entrada de dois novos membros, meio que perdeu todo aquele carisma que a banda tinha.

Em 2009, a banda confirmou sua vinda ao Brasil para abril. No show eles tocaram músicas do seu álbum recém-lançado, Gokutama Rock Cafe, e do seu último single, “Aroma”.

Esse show de 2009 foi uma beleza! Bom demais. Pra quem estava lá, eles foram muito atenciosos e a banda ao vivo é realmente demais.

Ainda no mesmo ano, em agosto, eles anunciaram um hiato indefinido após o show que iria acontecer em janeiro de 2010. Este hiato não durou muito.

Poxa, hiato? Esse tempo de hiato me lembrou o Ellegarden, que tá num hiato indefinido até agora.

Pra fechar, aqui vai um último comentário sobre a minha opinião sobre o trajeto da banda num geral.

O Bou ter saído do AN CAFE em 2007 foi uma grande perda para a banda, muitos fãs com certeza ficaram muito tristes em relação a isso e a primeira impressão que eu tive sobre os dois novos membros foram as piores possíveis. E isso não passava nem ouvindo as músicas novas, nem mesmo assistindo lives. Jamais duvidaria da competência musical dos dois, mesmo sabendo que para encontrar dois novos membros eles ligaram em várias escolas de música e com certeza fizeram muitos testes. Mas o que realmente mudou a minha opinião sobre eles foi ter ido no show em 2009. Eu não escuto mais AN CAFE com tanta frequência como antigamente, mesmo por ser uma coisa minha de não me identificar com as músicas mais recentes. Mas o Amedama Rock e o Shikisai Moment são dois álbuns que, com certeza, nunca vão sair da minha playlist.

Aceito comentários destrutivos ou construtivos, mas nada do que eu falei no começo. E peço desculpas se o texto ficou ruim, este foi só o primeiro e espero melhorar nos próximos. :)


Publicação original de 30/05/2010. 3 imagens desta publicação não sobreviveram à migração de 2013.

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