Shibuya é o centrão de Tóquio. Tem todo tipo de gente, mas se sobressaem as minas (MUITO) estranhas. Sobressaem-se as gyaru mais extremas. E tem de monte delas nas ruas de Shibuya. Uma mais paty/perua do que a outra. Até o celular delas é todo emperequetado, por vezes de pedras brilhantes.

Aliás, ô povo que não larga do celular. E não só as patys. Coisa mais comum por aqui: andar na rua ou no trem mexendo no celular e com fone de ouvido. Parte disso é porque o sistema de trens e metrô são bem complexos e com horário rígido, aí as pessoas pesquisam na net qual a melhor rota pra fazer, ou se, de repente, aconteceu alguma coisa e vai haver algum atraso.

Pra você, gaijin que não fala japonês, pode ser muito complicado usar os trens japas. Mas, caso você queira dar um pulo aqui, precisa usar um site melhor até do que o Google pra descobrir como chegar nos lugares: Jorudan.co.jp

Me surpreendi com o prédio da 109 (Ichi Maru Kyū). A galeria de uma das mais famosas paisagens do país só tem loja de roupas e acessórios pra mulher. Tem um formigueiro de patys doidas no lugar. Como pode ser visto acima na foto, pela mina de saia rosa ao centro, as vendedoras estão sempre vestidas a caráter.

Promoção de uma nova bebida tipo isotônica da Coca na frente do 109.
Japonesada se divertindo vendo ocidentais fazendo as esquisitices nipônicas.

Mesmo evento.
Japonesada fazendo as esquisitices nipônicas.

Essas casas de máquinas caça-níqueis tão por todo lado.
Quando as portas automáticas se abrem, o barulho é tanto que parece que tá vindo um trem.

Lojinha de sacanagem.

Tem três coisas que acho que ninguém nunca viu: Corinthians campeão da Libertadores, enterro de anão e mendigo japonês.

Corrigindo........

Quando o Nelson Ned bater as botas, a gente faz outra correção na frase!

E você, nerdinho que gosta de j-coisas como anime e j-music ou até paradas mais tradicionais, como taiko, tem uma rapeize por aqui que é o lado inverso dessa moeda.

Ensaio da escola de samba japa Liberdade.
Eles têm que alugar estúdio porque não pode fazer barulho na rua.

E adivinha quem eu conheci!

Já reconheceu?
É o Grupo Y-no, pombas!

Puta foto de político...
“New Samba Generation desu!”

A camiseta do Salesi é melhor do que a minha.
MA - RA - VI - LHO - SO!

Os caras são muito gente fina e ainda mais malucos do que o que a gente fez pra conversar: levar um papo trilíngue, em inglês, português e japonês!

Eu entrevistei esse j-povo todo do samba e eles todos me receberam muito bem, tanto o Grupo Y-no quanto a escola Liberdade. Aguarde e confie para matérias no YouTube num futuro próximo =) Por enquanto, já virei notícia no site do Grupo Y-no.

Choque cultural: No trem você pode conversar em um tom de voz normal (um pouco mais baixo, pro padrão brasileiro, ou sou eu que sou surdo mesmo). Mas é considerado muito sem educação falar ao celular dentro dos vagões. Mesmo assim, de vez em quando você pode encontrar um ou outro japa que num tá nem aí e fala no cel durante as viagens mesmo assim.

Coisa bacana: às vezes você dá azar de encontrar alguém rude que vai te ignorar se você pedir informação, mesmo chegando falando “sumimasen” (com licença/por favor/desculpe). Mas na maioria das vezes, o pessoal de Tóquio é muito atencioso e, com frequência, para o que está fazendo pra tentar te ajudar. Mesmo que, normalmente, a pessoa não fale inglês, ela tenta pegar uma palavra ou outra que você fala e tenta te informar apontando ou arranhando um “engrish”.

Coisa “marromeno”: praticamente não tem cestos de lixo na rua. O costume é levar o lixo pra casa dentro da bolsa pra então separá-lo entre orgânico, reciclável e reciclável-sujo-que-não-dá-pra-reciclar.


Publicação original de 10/08/2010. 10 imagens desta publicação não sobreviveram à migração de 2013.

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