Resenha de Star Invitation, de the Riotts (Steaak Records, 2010). Nota: 8,0.

A banda the Riotts veio para suprir uma carência que a cena sofre: boas bandas oshare kei. 

É formada por músicos já experientes, todos estes, com exceção do vocalista Mike (que veio da obscura SWEEP THE BOARD e, por enquanto, está apenas como suporte), vieram da banda 176BIZ, já bem famosa na cena indie. Em comparação com outras bandas do mesmo estilo, the Riotts possui uma vantagem que os deixa bem à frente das outras: a beleza da voz de Mike, que sabe trabalhar tanto com momentos mais agitados do pop punk de “Twinkle Star” (primeiro hit, bem semelhante ao oshare kei raiz iniciado por Baroque) ou suaves como a balada “Réquiem”, e mesmo dando novos ares à música sem nome que encerra o álbum, que, sem ele, seria apenas mais uma música romântica. Não que ele carregue a banda nas costas, longe disso. Sendo ele suporte, tem a função de apenas cantar, e ao resto da banda fica a competência de criar as melodias e definir como encaixar tudo da melhor forma. Não há hoje banda mais competente seguindo a trilha pop punk iniciada por Baroque, e somando a novas tendências. Até porque as bandas hoje estão muito mais para o rock dançante de An Cafe, que, se não servir para dançar, não serve para mais nada.

Há quem tenha ódio mortal ao oshare kei, alegando que essas bandas são apenas idiotices feitas para vender, sem qualquer valor musical. Ignorância de gente que, no geral, considera música de verdade o rock pesado, ou ainda não entendeu que música pop é apenas entretenimento. Para quem insiste em qualidade musical, provavelmente não conhece uma vertente alternativa do oshare kei que tem ganhado força nos últimos anos. Vertente sem nome, mas com características bem distintas que a separa de bandas que estão mais para modelos fazendo música do que para músicos. É nesta divisão mais lúcida que bandas como the Riotts se enquadram.


Publicação original de 28/02/2010.

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