Fenômenos como Os Cavaleiros do Zodíaco, da década de 90, já não existem na época atual. A qualidade dos animes que chegam ao Brasil é duvidosa. A TV aberta, que já é fraca em exibição de animes, não se contenta com a audiência conquistada nas poucas apostas feitas. Estaríamos próximo da extinção dos animes?

A matéria publicada na Anime Do nº 102 intitulada “O Anúncio da Tempestade” alarma sobre algumas observações sobre o rumo que ao animes estão seguindo, seja no Japão, Brasil ou mundo.

A situação é crítica: a pouca audiência, a pirataria e a internet reduzem os investimentos na produção de animes. Com pouca renda, os resultados se tornam ainda piores, como dublagens mal feitas, cenas cortadas e desleixo na qualidade dos DVDs.

A versão de Naruto, por exemplo, exibida no Brasil, é a versão americana, cortada e dublado porcamente.

Outra razão da queda da moral dos animes é a baixa venda de produtos relacionados aos desenhos animados “made in Japan”. Não se vê mais tantos produtos dos animes atuais nas prateleiras das lojas, como se via antigamente. Lembra da época que Pokémon vendia que nem banana? (Se bem que hoje em dia nem banana mais vende muito...) Nem quem vive da pirataria deve estar satisfeito com os investimentos feitos em animes!

A internet agrava ainda mais a situação, pois quem baixa episódios não compra DVDs nem se obriga a ficar na frente da televisão esperando a hora do anime começar. E os poucos que ficam assistem em horários ruins, como de madrugada (eu mesma já assisti Pokémon em espanhol, canal pago, às 3h da madruga).

Em contrapartida a todo esse início de “apocalipse”, as produções de mangás estão indo de vento em popa. Isso porque, diferente do anime, o mangá não tem tanto trabalho e investimento para a compra dos direitos, tradução, dublagem e venda de produto para emissora. Até mesmo séries ocidentais estão entrando na moda e virando mangá, como Turma da Mônica Jovem, por exemplo.

Voltando aos animes, no Japão, nomes como Fullmetal Alchemist: Brotherhood, Naruto e Bleach estão caindo no ranking. Faz quase um ano que Sazae-san ocupa de lavada o topo da lista dos mais assistidos. Mesmo sendo um shōjo estilo “todo mundo para a sala que esse a família inteira pode assitir”, o já quarentenário anime está entre os preferidos, ainda que seja estilo oposto as antigas grandes apostas: os shōnens.

Bem, reveladas as tendências, resta agora esperar e estar atento aos sintomas que aparecerem. Ai, como que queria que fosse verdade...


Publicação original de 02/06/2010.

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