Ontem (8 de agosto) rolou o lançamento do novo trabalho da banda PSYGAI. Aproveitei que o Esper está como manager da banda para perguntar algumas coisas sobre o trabalho com e da banda. Segue a entrevista com o Esper.

[kyo] Fale um pouco sobre como você conheceu o pessoal da PSYGAI.

[Esper] Eu sou amigo deles antes de ser gente. Conheço o irmão do líder da banda desde a 5ª série e sou amigo muito próximo deles já há mais de dez anos. Como um grupo de amigos, moldamos nossos gostos e interesses juntos, mesclando as preferências de cada um, o talento de cada um, sempre numa troca muito saudável de conhecimento.

[kyo] Bacana, então seria inevitável um trabalho em conjunto, rs. E como foi esse passo de virar manager da banda? Lembrando que a banda ficou em hiato por um bom tempo.

[Esper] Seria, sim! Essa coisa de virar manager da banda surgiu basicamente porque eu sempre fui muito engajado. Em 2004, quando rolou a segunda Anime Friends, eu consegui abrir um espaço para a PSYGAI e a KuroHana no palco principal do evento. Foi a primeira vez que isso aconteceu — e se repete até hoje, né?

Neste mesmo ano eu marquei pra eles um show no Hangar 110 — rolou até cobertura da MTV, e foi a primeira vez que uma matéria sobre visual saiu na TV, sem falar que foi o primeiro evento voltado exclusivamente pra música rock japa feito desde sempre.

Eu acredito que a banda, aos poucos, foi diminuindo o ritmo por não ter certeza do caminho que iria trilhar. Sem certezas, e com cada um deles tendo uma carreira pra seguir, é muito dificil ter estímulo pra continuar.

Eu continuei com essa coisa toda de produção cultural. Aí, eventualmente, eu também fiquei inseguro sobre “valer a pena” continuar se esforçando tanto para sustentar um mercado pra visual rock por aqui.

Foi daí que veio a ideia de refazer uma releitura disso tudo, aproveitar tudo que aprendemos ao longo desse tempo e tentar fazer algo novo e legal. E pronto, me botaram como manager da parada sem muita opção de aceitar ou não, hehe.

[kyo] Não sabia que você que tinha conseguido aquele show. Foi nesse mesmo evento que eu conheci a PSYGAI, rs. Fora que você já foi manager na época do JaME, então tava tudo junto, rs. E como já foi dito, seria inevitável, rs.

Como você vê esse trabalho novo da banda? E o que espera daqui pra frente?

[Esper] Eles estão com a ideia de crescer como banda, e não como parte de um cenário fechado. Isso é muito mais empolgante do que a gente tinha até então.

A gente vai tentar se encaixar em festival, começar a rodar por aí, tentar abrir espaço pra proposta deles como algo autoral e sincero. Como uma banda de rock. :]

[kyo] Acho que esse é o caminho mesmo. O “cenário j-rock” realmente é algo que tá longe, rs. Mas ser algo autoral dentro de rock é muito bom. Já existe algum show agendado para a banda?

[Esper] Este CD foi gravado ao longo de quatro anos quebrados! O vocalista foi morar no Japão por um ano no meio do processo, a banda inteira tava terminando faculdade, além de trabalhar em outras coisas. Por hora o importante é ensaiar até pegar o ritmo de novo. Aí, sim, vamos começar a agendar tudo! Mas não vai demorar, não mesmo!

[kyo] Nossa, então o Shinkei é o mesmo Shinkei do passado, rs? Achei que era outra coisa já, rs. Mas bacana, aguardamos por shows, principalmente em São Paulo, rs.

[Esper] É o mesmo Shinkei sim, desde que começou a ser pensado a proposta já era mudar. Era pra estar pronto há muito tempo já. Possivelmente a próxima parada que sair vai ser muito mais madura que o próprio Shinkei, visto que os cinco já estão bem mais maduros do que quando começaram esse trabalho.

[kyo] E agora sobre as fotos, como foi fazer as fotos? Existia alguma ideia da banda ou todo o processo foi feito por você?

[Esper] O TORU deu uma ideia inicial usando de referência alguns catálogos de moda. Eles queriam algo bem minimalista, preto no branco, sincero, mostrando a coisa toda bem nua, agressiva, sem muita manipulação, sem muita enrolação. A gente discutiu o que dava pra fazer, eu fiz alguns testes, agendamos um estúdio e fizemos o trabalho todo em um único dia.

A parte mais dificil foi criar uma identidade única pra banda inteira, visto que cada um tem uma identidade um pouco diferente do outro. Tive que escolher fotos nas quais, por exemplo, o etorigan estivesse o menos teatral possível, ao mesmo tempo em que o Jon estivesse o menos possível posando de rockstar. No final das contas, o resultado saiu, e me surpreendeu de forma bem positiva.

[kyo] Acredito que conseguiu o que queria. Realmente o set de fotos ficaram muito boas. Baixei o lookbook e estou bobo com as fotos! E quais equipamentos você utilizou para as fotos?

[Esper] Eu usei minha camera mesmo, uma Nikon D300, e a minha lente padrão, uma 14–24 mm. No estúdio foi uma coisa simples até, duas cabeças de flash de 300 W e uma de 800 W. Uma delas pra iluminar o fundo branco e deixar ele totalmente branco, uma delas lateral no rosto dela, e uma luz de preenchimento pro set inteiro.

[kyo] Bacanérrimo! Esper, obrigado pela entrevista man!

[Esper] Que isso, cara :D Prazer é meu :D

Para conhecerem mais sobre o trabalho da PSYGAI e do Esper, acessem os respectivos sites oficiais.


Publicação original de 09/08/2010. 1 imagem desta publicação não sobreviveu à migração de 2013.

Compartilhar
Comentários
0 comentários