Tóquio: clima ameno e úmido, com população em torno de 8,3 milhões de habitantes, sendo a maior parte deles nativa do país, e mestiços entre japoneses, chineses e coreanos, cidade de design futurista, que, no entanto, mantém toques tradicionais em suas construções, tem um dos maiores PIBs do mundo, é o centro efervescente do Japão, possui peculiaridades em torno da moda, de lá saem fortes tendências, tudo muito original e criado, a música gira em torno do rock (j-rock, visual kei), pop (j-pop) e canções tradicionais e ritmos milenares pertinentes àquele país.

Salvador: clima quente, com chuvas entre os meses de maio e agosto, com população de cerca de 3 milhões de habitantes, cidade com construção do período colonial brasileiro, encontra-se completamente no litoral, tem uma situação ainda emergente em se tratando de economia e PIB, é a capital da Bahia, foi a primeira capital do Brasil, tem a maior parte da população de mestiços e afro-descendentes, não se encontra em destaque no meio da moda, tendo sua música reconhecida no mundo todo, com importantes nomes nas artes, sua cultura é rica, contudo a música dos últimos tempos tem seguido o caminho do popular. Sua cena musical gira em torno do ritmo Axé, chamando atenção para a crescente cena rock’n’roll.

Tá ooook... Estas duas cidades não têm muito em comum para conversarem tomando um cafezinho esperto numa praça. Porém, a febre por cultura japonesa e, mais especificamente, pela moda vinda de lá, tem crescido o bastante para chamar a atenção. Assim como em todo o Brasil, o que acontece em Salvador é uma procura cada vez maior do que chamamos de exótico ou mesmo por uma identidade particular a cada um, fator que é permitido aos japoneses por meio do que vestem, de suas criações, a criação do indivíduo que se mostra como é por meio de sua arte de vestir-se.

Assim sendo, seguindo a tendência já existente no Rio de Janeiro e Curitiba, Salvador possui um grupo de jovens que se organizam mês sim, mês não, pelas praças da cidade para encontrarem uns aos outros e dividirem experiências, além, é claro, de se divertirem. O grupo em si possui um nome: BA LoveJuku, tendo início com uma comunidade no Orkut, criada por Marília (ou Juno), que reside no Rio de Janeiro e frequenta as reuniões de lá. O que parecia ser apenas um espaço para que apreciadores dividissem um prazer em comum tornou-se o I Encontro BA LoveJuku, contando com a presença de jovens e adultos de idades que variavam de 13 a 32 e caracterizando-se como um piquenique na Praça do Campo Grande durante o domingo de 28 de março de 2010. O segundo deu-se em 25 de maio (sábado) do mesmo ano na Praça do bairro Itaigara, seguido por um Tea Party na livraria Saraiva no dia 12 de junho (sábado).

Desde então, este recente movimento vem sendo alvo de mimos e atenções especiais, a exemplo de um documentário feito por alunos de uma faculdade particular na cidade que trouxe à luz aspectos que permeiam desde a cultura tradicional japonesa até a cultura dita popP. Onde foram feitas entrevistas de fãs e seguidores, muitos deles frequentadores dos encontros BA LoveJuku.

Agora está em andamento a organização do III Encontro BA LoveJuku, que deve acontecer no mês de agosto. Para acompanhar as informações desta nova tendência em Salvador, postei aí embaixo alguns links — acessem e divulguem, é importante para que as ações em torno da valorização da cultura japonesa como um todo seja levada mais a sério. O evento envolverá jovens e adultos que curtam todas as linhas de moda japonesa, seja ela visual kei, lolita ou kigurumi, e assim por diante.

E então, o que você acha que Tóquio e Salvador têm em comum?! ^^

Conheça mais sobre o grupo BA LoveJuku na Comunidade BA LoveJuku no Orkut e também no Blog BA LoveJuku.


Publicação original de 28/07/2010. 3 imagens desta publicação não sobreviveram à migração de 2013.

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