Oi, gente! Sou um novo redator aqui na Rádio Blast! Não sei exatamente quando comecei a me interessar por animes, mas faz muito tempo. Adoro conferir os animes novos e pesquisar novidades em outras áreas do universo otaku, e estes serão os principais assuntos das notícias que vou postar aqui.
...Ok, como não tenho muito mais o que comentar sobre mim, inauguro minha participação postando a resenha que eu fiz para o Recrutamento de um anime recente e pouco conhecido: Angel Beats!
Angel Beats: Mais um novo conceito de anjos nos animes
Aqueles que já estão familiarizados com o universo otaku sabem que existem incontáveis animes que falam sobre anjos, como Neon Genesis Evangelion, D.N.Angel, Angel Sanctuary e afins. Porém, neste novo anime, Angel Beats, o conceito de anjos e Deus é explorado mais a fundo, mesclando o cristianismo e o budismo a elementos de ação, muita comédia e histórias dramáticas.
Por onde começar a falar deste anime? Primeiro, hoje em dia vêm surgindo muitos animes novos, que seriam até bons. Mas há um problema: ecchi. Não que o ecchi em si seja ruim, há muitos animes bons que contêm ecchi, como Negima, Chobits, etc. O problema é que alguns autores perdem a noção e fazem a história basicamente ecchi, sem se preocupar com uma trama decente.
Já no caso de Angel Beats, aqueles que estão acostumados com animes ecchi podem dizer que ele é bem leve, e quase se encaixa fora dessa categoria. A maior parte dos momentos ecchi até agora ficam por conta de Yui, uma hiperativa garota de cabelos rosados.
Mas não vamos confundi-la com Yuri, ou Yurippe, a protagonista do anine.
Angel Beats conta a história de Yuzuru Otonashi, um garoto que acorda em um colégio no meio da noite. A primeira pessoa que ele encontra é Yuri, que está se preparando para atirar em uma garota de cabelos brancos. Yuri diz para Otonashi que ele está no mundo dos mortos. O garoto não se lembra de nada anterior a quando acordou ali. Ele não acredita nela e ela diz para ele apenas aceitar os fatos e se alistar na “Frente de Batalha como-se-eu-estivesse-morto”, caso contrário será apagado desse mundo por Deus.
Yurippe também explica que o nome da frente de batalha era, originalmente, “Frente de Batalha do mundo dos mortos”, mas não queriam chamá-la assim, pois seria como admitir que estão mortos. Desde então, o nome vem mudando o tempo inteiro, de modo que a frente de batalha já se chamou “Frente de Batalha ainda-não-me-sinto-vivo”, mas, por este nome ser considerado uma grande piada, foi alterado no dia seguinte para o nome atual.
Achando que tudo é uma pegadinha, ele vai até a garota que está sobre a mira da arma, mesmo com Yuri lhe dizendo que ela é um Anjo, o inimigo da “Frente de Batalha como-se-eu-estivesse-morto”, e que ele não deveria fazer isso. A menina de cabelos brancos e olhos amarelos diz a ele que é a presidente do conselho estudantil, mas afirma que aquele é o mundo dos mortos, e que a perda de memória dele se deve a sua morte, caso ele tenha morrido em um acidente, e que é algo normal. Ela também fala que ele não pode morrer nesse mundo, mesmo que receba um ferimento fatal. Otonashi não acredita e ela perfura seu coração.
Otonashi acorda na enfermaria do colégio. Ele procura por adultos, mas só encontra colegiais. Ao tentar entrar na sala do diretor, ele é arremessado para longe por uma marreta gigante. Ele acorda novamente dentro da sala, com Yuri e um grupo de pessoas discutindo o novo nome da frente de batalha e falam para ele se alistar. O grupo também explica que a marreta é uma armadilha contra Anjos e que aquele é o único local seguro para conversarem sobre os planos.
Yuri explica para Otonashi que os outros estudantes do colégio, os estudantes normais, são chamados de NPCs, que significa non-player characters. Ela diz que é apenas um modo de chamá-los, não tendo relação com RPGs. Esse nome é apenas utilizado porque os NPCs são “programados” para agirem como estudantes exemplares, todos os dias.
A turma especial, formada por pessoas mortas que chegaram a esse mundo, usa uniformes diferentes; mesmo assim, ela inteira faz parte de frente de batalha. Tanto a turma especial como os NPCs não envelhecem.
Yurippe fala que, se eles agirem como estudantes exemplares, eles serão apagados, ou seja, irão renascer. Porém, de acordo com o budismo, uma pessoa pode renascer em qualquer forma, seja até de um animal. Ela também diz que a missão dos Anjos é fazer com que eles se comportem direito e renasçam sem problemas.
Eles explicam que a frente de batalha tem dois esquadrões: um que vai pessoalmente para as missões, e o outro, chamado de esquadrão “diversão”, é a banda do colégio, que se encarrega de fazer shows durante as missões para que os NPCs não interfiram em seus planos e sejam feridos no combate.
Assim, Otonashi se alista na frente de batalha, e descobre que suas missões vão desde combater anjos para roubar tíquetes de refeição até descer ao subsolo cheio de armadilhas para buscar mais armas e munição em uma enorme fábrica subterrânea chamada Guilda. Porém, em um mundo onde estudantes organizam táticas de guerrilha e a presidente do conselho de classe é um anjo, não é necessário dizer que nem tudo é o que parece.
A linguagem típica de RPGs pode atrair muitos fãs desse tipo de jogo, porém não interfere em nada para aqueles que não têm o menor conhecimento nessa área. Dado ao fato de nenhum dos personagens jamais ter visto Deus e fatos estranhos serem descobertos sobre o Anjo, ficam as perguntas: “Quem é Deus?”, “Existe realmente um Deus?”, entre outras. Além disso, todos os personagens possuem histórias trágicas de quando estiveram vivos e isso os motiva a se rebelar contra Deus. Porém, fica a grande dúvida: e se eles estiverem se rebelando contra algo que não existe?
Para encerrar, vou deixar aqui a abertura do anime, que na minha opinião é muito boa. A música se chama “My Soul, Your Beats!”:
Publicação original de 01/06/2010. 4 imagens desta publicação não sobreviveram à migração de 2013.