Não aguentando mais ver um monte de gente revoltada com as bandinhas da moda, com os Biebers do Facebook e os adolescentes andando coloridamente como quem acabou de sair da fábrica da Suvinil, Tititi me pediu para intervir nisso. Não em respeito a essa gente toda, porque não é do feitio dele, mas para defender o hábito de falar mal dos outros. Sim, porque isso é do feitio dele. Vamos às explicações do mesmo:
“Um monte de gente por aí simplesmente não consegue adimitir os ‘caminhos do rock’n’roll’ de hoje e como um menino que não sabe o que significa ‘Alemão’ pode ser amado. Okei, eu também não entendo e também acho um absurdo. Mas para que tanto ódio nesse coração? Vocês já foram adolescentes babentos. E muitos ainda o são. Experimenta falar mal de Gazette nesta rádio, as pessoas caem de pau (ui) em você! É o sujo falando do mal lavado! Deixem a arte de gongar os outros com quem entende!”
Mas, Tititi, isso dá um debate legal (“Dane-se! Eu quero ver sangue!”)! Bom, enfim, quando a gente reclama diretamente dos “autores” das modinhas, esquecemos que algo só faz sucesso porque um monte de gente se reconhece naquilo. Aí que está o problema. Não que eu ache um problema um monte de adolescente vestido com as cores da bandeira nacional do Brasil e África do Sul juntas. Só acho bizarro.
Eu não sou, particularmente, daqueles que pensam que tudo é uma indução da mídia, que os jovens são controlados pelos interesses de uma megaloempresa que ganha dinheiro de... Na boa, eu acho que as megaloempresas que precisem ganhar dinheiro o farão de qualquer modo que a moda vier. Colorida ou preto-e-branco. O que há nas rádios e ruas é um reflexo daquilo que a geração teen conhecida como maioria e povão gosta no momento. E já foi Rebelde, antes Sandy e Junior, antes Menudos e antes não sei porque não sou tão velho.
E muitas outras modas mais underground surgem e são defendidas com o mesmo fervor que as “famílias” ficam defendendo seus queridos artistas. Não goste, é um direito seu. Critique a qualidade musical, comente a ignorância das pessoas, mas não acredite que estamos perdidos, que o rock morreu, que a popularização de algo é o fim do mundo, que os coloridos chegaram para ficar. Modinha passa. Modismo também. Moda é uma forma de demonstrar aquilo que você acredita que te representa.
Vocês concordam com essa visão? Não? Acham que há algo a mais por trás de tanta cor? Não sabem nada? Deem sua opinião no blog e até o nosso programa, 23h de quinta-feira!
Publicação original de 13/09/2010.