Sim, o Oscar já passou. E a distribuidoras de filmes no Brasil são muito ruins, mas não é por causa disso que não vamos falar por aqui na Rádio Blast! sobre a premiação mais baladada da América e o porquê de o mais novo queridinho filme hollywoodiano não estar nas grandes telas do cinema brasileiro.
Pois é, meio que já era meio que de se esperar, Guerra ao Terror foi o mais aclamado filme do Oscar. Pela primeira vez na Academia, o prêmio de melhor direção vai para uma mulher: Katheryn Bingelow. O filme, no original The Hurt Locker, além desse, conquistou mais outros cinco títulos, incluindo melhor direção, melhor edição, melhor mixagem de som e melhor edição de som. A disputa que deveria ter acontecido entre Avatar, de James Cameron, e Guerra ao Terror, cada um com nove indicações, não aconteceu. Já vindo premiadíssimo de outros festivais como BAFTA e o Globo de Ouro, o modesto filme de Bingelow conquistou a academia.
Com um baixo orçamento, ao invés dos US$ 500 milhões de Avatar, o filme conta a história de um grupo de soldados americanos, em que alguns dias os separam do retorno para casa e a profissão deles, que é desarmar bombas no Oriente Médio. Sem o receio que o filme soasse como mais-um-filme-americano-de-guerra e a-luta-contra-o-mal-necessário, o filme toma para si um detalhe interessante, que é sua postura de adotar o drama individual de cada personagem para se aprofundar no tema geral. O título maltraduzido em português, que amplia a visão do filme para o conflito, em vez do original “O Desarmador”, que aponta para um personagem específico, gera certos problemas de narração, mas ainda assim ele continua com o seu charme.
Pois então, o filme ainda está em cartaz. Porém, só nas redondezas e lugares distantes dos grandes centros urbanos. Por quê? Porque as distribuidoras não acreditavam no potencial dele e fizeram um lançamento em DVD logo em seguida. Guerra ao Terror ficou no máximo quinze dias em cartaz.
Publicação original de 16/03/2010.