Resenha de 7th Rose, de D (avex trax, 2010). Nota: 8,5.
D retorna com mais um álbum cheio de surpresas para os fãs. A banda, que assinou contrato com a Avex Trax, fazendo com que a opinião dos fãs ficasse confusa com relação ao som que eles iriam carregar adiante, lança um novo álbum, desta vez major (com uma grande gravadora por trás) e com mais peso do que se esperava.
O novo trabalho começa com a intro “7th Rose ~Return to Zero~” que faz a “7th Rose”, uma das músicas de trabalho, entrar com uma pressão incrível. O ponto fraco da música são os guturais fracos de Asagi, já que, em contraponto, a voz limpa faz com que a música enriqueça muito.
“Hanatsumi no otome ~Rozova Dolina~” possui uns arranjos muito bonitos de violão. Daí cê pensa que vem uma música mais leve? Nada! Mais cadenciada, mas tão pesada quanto a outra, graças as linhas de bateria de Hiroki.
“Tightrope”, que foi o primeiro single de trabalho, diminui um pouco o peso, mas continua com o ritmo agitado que mantém 7th Rose.
“Crimson Fish” é uma música mais lenta, de clima que te faz viajar, ainda mais pelas linhas de baixo fantásticas de Tsunehito. Uma das músicas mais legais deste álbum novo.
“Independent Queen” é a música para fazer roda e bater cabeça, já “Jūsangatsu no Yumemi Oka” parece que eles quiseram brincar de Yngwie Malmsteen ou de qualquer banda de metal europeia que acha que está na idade média. Até o título da música, que, em português, fica algo como “A colina sonhada no mês 13”, já te remete a isso.
“Day by Day”, antepenúltimo single, junto com a música anterior, destoam e parecem estar ali só para completar o número de faixas. Elas fogem totalmente do resto das músicas, fazendo ser o ponto fraco desta obra.
“Karakuri Emaki” tem melodias que lembram bandas de visual kei antigas como Madeth Gray’ll, mas com riffs muito mais elaborados. Já “Toki no Koe” deve ser a música mais pesada que o D já fez, mas ainda tem os vocais rasgados e guturais fracos de Asagi.
“Sleeping Beautiful Beast” é uma balada interessante, mas sem grandes destaques, assim como “Mikazuki yōran ka”, que acaba sendo como uma introdução para “Kaze ga Mekuru Page”, que encerra com chave de ouro com uma melodia muito legal.
Posso até arriscar a falar que é o melhor álbum do D, mas o ponto mais fraco foi a escolha das ordens das músicas. No final, por colocarem as músicas mais lentas, faz com que você fique cansado do álbum, pois o clímax está no início. O ponto forte foi que, mesmo major, o D fez o caminho inverso que muitas pessoas pensavam e ficou mais pesado e bem melhor do que a clássica fase indie.
Publicação original de 25/03/2010.