Quanto tempo faz que não posto uma banda japonesa que não fizesse parte do visual kei? Puxando pela memória, acho que a última vez (e é bem provável que tenha sido a única) tenha sido com Bump of Chicken, há sei lá quanto tempo. Ontem eu estava pensando em sair um pouco da linha e voltar a postar sobre algo menos maquiado, fiquei pensando possibilidades, e numa conversa sobre bandas com nome estranhos acabei falando sobre CUNE. Já explico o porquê da relação com nome estranho. Vamos à banda!
A história de CUNE é um emaranhado de encontros e amizades. Na década passada tínhamos o excelente selo Krëis dando seus primeiros passos, entre as bandas que formavam a primeira geração tinhamos Kyo-Mai (que depois mudou o nome para Ize) e Ray, que também encerraram as atividades quase na mesma época no ano 2000 e juntaram forças para juntos formarem uma nova banda, CUNE, com os ex-Ray, o vocalista Arika Kobayashi e o baixista Taizo Nakamura, e os ex-KyoMai, Koji Namakuma, guitarrista, e o baterista Kouto Okita.
Eram todos amigos e com a mesma visão de música, mas havia um problema, que vocês devem ter percebido: o Visual Kei estava entrando em depressão e formar um banda dentro e tal cena era perigoso. A solução foi simples, foi ficar de fora e tentar o sucesso como uma banda de rock comum. Em pouco tempo a os ex-Krëis estavam se tornando major, lançaram o primeiro álbum em 2002, que foi um sucesso; a música Clover ficou bem famosa na época, por ser abertura de um programa de TV, que fez a banda receber ainda mais reconhecimento. Somente dois anos depois é que veio o segundo álbum, com produção assinada por ninguem menos do que Seiji Kameda (Tokyo Jihen). Este é o ponto mais alto na carreira musical da banda..
Apesar de ter suas músicas mais animadas, é quando fazem canções mais emotivas que a banda se sai melhor, chegando a maiores emoções na sequencia tripla de “Soba ni Ite yo”, “SQUALL” (pessoalmente, a minha preferida) e “Aozora”, as três músicas mais belas não só do álbum, mas também entre todas já feita por CUNE. Não vou tirar o mérito das músicas mais alegres, “Party Boy, Party Girl” é de animação tal que se torna impossível não ficar com sorriso no rosto no rosto quando ela terminar, e “picnic” tem uma parte que ele fala claramente sobre Pokémon. Percebem? É música para todos os momentos.
Infelizmente a banda já acabou; os últimos lançamentos, póstumos, foram dois álbuns, um do último show e uma coletânea de B-sides. Mas eu passo tanto tempo ouvindo apenas Nanairo Smile, que quase todo o resto da discografia da banda é por mim desconhecido. Até que eu ouça tudo, dá tempo deles se reunirem e lançarem mais coisas. :D
[2004.01.21] Nanairo Smile
- Tokyo
- Canon
- picnic
- LION SEVENTEEN
- Dramatic Exotic Automatic
- Party Boy, Party Girl
- Soba ni Ite yo
- SQUALL
- Aozora
- Akatsuki
E o que tem tudo isso a ver com bandas de nomes estranhos? É por causa de Taizo, que na época da banda Ray participou de duas bandas de sessão, uma se chamava * (Anus) e a outra Vagina. hm
Publicação original de 22/01/2010. 1 imagem desta publicação não sobreviveu à migração de 2013.