A ida do DJ Mecano

No fim do ano passado, eu ainda não tinha planejado nada de especial para o meu período de férias, somente a tradicional “veraneada” na praia. Nisso, por meio da Lika, eu fiquei sabendo da Campus Party 2010, um evento lotado de tecnologia e novidades, junto com uma semana de acampamento. De cara já gostei da ideia e fui buscar mais informações.

Achei uma caravana que saía de Porto Alegre (moro em São Leopoldo/RS, a 30km de lá) e logo pesquisei sobre as condições do ônibus escolhido.

  • Ônibus Executivo
  • Poltronas Leito
  • Ar Condicionado
  • Frigobar
  • DVD com telas em LCD

Maravilha! Era isso mesmo que eu esperava para uma viagem dessas! Entrei para a caravana, paguei minha entrada para o evento e tudo mais.

Então, depois de 20 agradáveis dias a beira-mar, fiz minhas malas e rumei ao ponto de encontro na capital.

Foi por aí que começou a lista de incidências:

  • Às 10h de domingo, horário de partida, o ônibus ainda não tinha aparecido. Nosso organizador ligou para a empresa de turismo, e eles haviam confundido os horários. Resultado: atrasamos em horas a partida.
  • Quando finalmente o maldito ônibus chegou ao ponto de encontro, ninguém podia acreditar nos próprios olhos... Parecia que o ônibus havia vindo do Haiti ou coisa parecida. Velho e antiquado, ele ainda não contava com ar condicionado, tinha poltronas que não se inclinavam mais do que 20 graus, possuia uma televisão Panasonic cravada na divisória da frente e um aparelho DVD pendurado em baixo. O tal do “frigobar” era um isopor, embaixo do assento do motorista, com água e cerveja à venda. Resultado: não preguei os olhos por um minuto sequer na viagem inteira, sem falar das dores na coluna.
  • Alguns dos participantes da caravana embarcaram em outras cidades e, devido ao atraso, já não estavam mais no ponto de encontro na hora em que chegávamos. Resultado: tivemos que esperar meia hora a mais em cada parada. A galera do ônibus também não ajudou, com os seus assuntos manjados, mas isso já é outra história.

A ida da DJ Lika

No fim do ano passado, eu já estava pronta para o maior evento de tecnologia do mundo (sim, do MUNDO) e acabei convidando o máximo de pessoas possível para o mesmo. O DJ Mecano, assim como o DJ Guideki, aceitaram meu convite e estavam tão prontos quanto eu para o dia 25 de janeiro.

Próximo à data, imprevistos aconteceram, o que fez com que o DJ Guideki, apresentador do Super Supimpa, não pudesse ir à Campus Party. Na realidade, essa foi a única parte trágica da minha história, até porque no dia da viagem...

  • Às 3h30min de segunda-feira eu estava pronta para ir até a rodoviária, que fica ao lado de casa. A rua estava tranquila, não tinha carros, só eu e meu irmão cheios de malas, o que não era problema algum. Chegamos da forma mais sossegada possível, pegamos o ônibus que ia até o Terminal Tietê e dormimos a viagem inteira. Resultado: viagem relaxante e maravilhosa.
  • Quando o ônibus parou, um taxista, amigo do meu irmão, nos fez um desconto para levar-nos até a porta do evento. E é lógico que aceitamos! Estávamos cheios de mala e usar o metrô seria suicidio. Resultado: uma viagem renovadora de humor, causada pelo conforto do carro e da conversa excepcional com o motorista.
  • Chegamos ao evento bem cedo, e fomos um dos primeiros da fila, sem nos cansar tanto quanto os baianos, que chegaram de caravana na madrugada de domingo.

O mais engraçado das nossas viagens foi o fato de serem completamente o oposto, mas, mesmo assim, fornecerem a oportunidade de explorar esse universo que só a Campus Party Brasil 2010 pode oferecer.

No próximo post falaremos um pouco sobre o primeiro dia de Campus Party.

Até lá!


Publicação original de 26/01/2010. 1 imagem desta publicação não sobreviveu à migração de 2013.

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