Não sei se você sabe, mas hoje, dia 22 de março é o aniversário do Jorge Ben Jor! Sim, mas não é o tema do post de hoje, porque é dia mundial da água!

O dia da água foi criado pela ONU no dia... ok, 22 de março de 1992. A partir desse ano, todo dia 22 de março é destinado a discussão sobre adivinha o quê?! Ponto positivo! Água! A ONU “proclamou” esse dia de reflexão não porque a água é abundante no planeta e dois terços do mundo são feitos dela, mas porque só 0,008% dá água do planeta é boa para se beber. E esses 0,008% vem de rios e nascentes que estão cada vez mais desaparecendo e a água se torna imprópria pra consumo. Foi pensando nisso que a ONU neste dia criou um documento importantíssimo: A Declaração UNIVERSAL dos Direitos da Água! Sim, água tem direito também!

Art. 1º: A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.

Art. 2º: A água é a seiva do nosso planeta. Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3º da Declaração dos Direitos do Homem.

Art. 3º: Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

Art. 4º: O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

Art. 5º: A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

Art. 6º: A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

Art. 7º: A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

Art. 8º: A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

Art. 9º: A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

Art. 10º: O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

Pode parecer chato saber disso, são informações bem óbvias. Jogar lixo no rio é feio, não pode, mamãe não fica feliz, ok, ok, mas é muito fácil falar. Por isso é bom tomarmos atitudes se quisermos tomar água mais tarde! (sacaram né?)

Vamos lá pessoal, todo mundo pra salvar o planeta! :D

Hoje é um dia muito nostálgico, me fez lembrar do CAPITÃO PLANETA! Uma das melhores séries animadas dos anos 90, que contava a história de cinco jovens de todo o mundo: a japinha Gi, que tinha o poder da água; Kwame, da África, com o poder da terra; americano ruivo Wheeler, do fogo; Ma-Ti, o índio brasileiro com o poder do s2; e a russa Linka, com o poder do vento, que uniam seus poderes que ficavam guardados em seus anéis SUPER FASHIONS para evocar o CAPITÃO PLANETA, que aparecia de uma forma muito gay, entre purpurinas e seu calção vermelho. Quem não se lembra da famosa frase “VAI, PLANETA!!!”?

Eu acho que é o melhor desenho que passava na época. Graças ao Capitão Planeta, eu aprendi a não jogar lixo na rua — sério mesmo! O desenho sempre vinha com uma pregação no estilo greenpeace, mostrando imagens de florestas devastadas, fazendo as criancinhas pensarem que foram elas que destruíram tudo, ficam com peso na consciência e agem como o desenho pede. E traz também da ideia de globalização e união dos povos, já que os cinco personagens vinham de lugares diferentes e eram super amigos.


Publicação original de 22/03/2010. 3 imagens desta publicação não sobreviveram à migração de 2013.

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