Olá! Meu nome é Mahoro Robusti, faço faculdade de cinema e vou escrever aqui no blog da 7ªrte na Rádio Blast! algumas resenhas de filmes. Espero que gostem. E comentem. E critiquem. E qualquer outra coisa.

Vicky Cristina Barcelona é, resumidamente falando, uma história que envolve as diversas dificuldades que as pessoas têm de como se relacionar como parte de um casal. Há várias pequenas tramas envolvidas com a história central que sempre remetem à ideia de que homem e mulher como casal não sobrevivem, seja por desapontamento, mesmice ou até intolerância. Cristina (Scarlett Johansson) e Vicky (Rebecca Hall) são personagens antagônicos e, ao mesmo tempo, complementares. Vicky, descrita como uma pessoa racional, tem uma paixão de momento, e Cristina, uma mulher de muitos amores, tem um relacionamento estável.

Amores e amantes são temas chaves do filme e sua fotografia basicamente em tons amarelados reafirma-os dando um charme aconchegante e sensual. Outro ponto característico do filme são as diversas transições (fade in/out). Elas dão ao filme uma ideia de maior envolvimento entre as personagens, ao invés dos tradicionais cortes brutos.

Acredito que essa estética não é usada somente porque o filme se desenvolve no verão e por isso tudo deveria ser amarelado. Acho que a fotografia tenta deixar o espectador mais a vontade e relaxado, para que ele possa se identificar em alguma das muitas tramas do roteiro. Isso se evidencia principalmente por se tratar de temas sexuais e polêmicos. A identificação personagem/espectador é importante para um sucesso de bilheteria, a sensibilidade do roteiro de Vicky Cristina Barcelona é muito envolvente e íntima reforçando ideia da fotografia.

Por mais que haja muita paixão o filme representa o sexo sem vulgaridade. Vicky Cristina Barcelona possui um formato bem simples, não há cenas épicas ou extremamente dramáticas. A narração explicativa constante, juntamente com a tranquilidade do filme, faz com que o espectador consiga acompanhar o desenvolvimento das tramas. Além disso, faz com que ele aceite melhor alguns fatos que muitos poderiam julgar lascvios ou libertinos. A narração, por mais que seja presente em todo o filme e isso pareça maçante, é leve e com pitadas de humor, deixando o filme ainda mais divertido.

Algumas pessoas acharam que Maria Helena (Penélope Cruz) rouba as cenas. Acho que em grande parte isso se dá pelos fortes traços do personagem. Além disso, Maria Helena é exaustivamente comentada por Juan Antonio (Javier Bardem) antes de entrar em cena, o que trás grandes expectativas e curiosidades sobre ela.

Por fim, o filme me fez pensar numa questão muito importante só dias depois: Woody Allen apareceu? ;)


Publicação original de 05/02/2009. 3 imagens desta publicação não sobreviveram à migração de 2013.

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