Ultimamente eu só tenho ouvido falar de reforma universitária daqui, REUNI dali. E essas discussões são sempre muito interessantes, mas eu não vou fazer que nem essa galera do poder e esquecer da base: a escola pública. A formadora mesmo. E aí uma notícia de jornal me fez chegar ao próximo Questão B!

O senador Cristóvam Buarque criou um projeto de lei que diz que todo político eleito deve matricular seu filho em uma escola pública, estadual ou municipal, excluindo que esse aluno passe para um colégio de aplicação ou federal via concurso. Achei genial. A falta de sutileza do projeto me encanta. Todos sabem que eu e Tititi não somos sutis. “Tiano....Okei, nem vou desmentir.”

Acho muito radical você obrigar um pai a escolher onde matricular seu filho, verdade. Mas, em momentos de desespero, medidas iguais. E o ensino publico brasileiro é desesperador. Exceto raros colégios resistentes, a grande maioria está sem condições de funcionamento e com professores em total desânimo. Para saber, um salário base de professor do estado aqui no Rio de Janeiro é próximo de R$ 600,00. Próximo para baixo.

Colocando o dos filhotes de político na reta, quem sabe não acontece um maior investimento e manutenção das escolas? Acho que foi pensando nisso que o Senador fez o projeto. Duvido muito mesmo que vão votar positivamente e ele passe. Mas as reflexões que ele nos induz são bem interessantes. O que vocês acham? “Eu acho que ser cachorro de pelúcia e nascer sabendo é a solução.”

Nosso encontro então é na quarta-feira, pós-feriado. 22h. Até lá!


Publicação original de 20/04/2009.

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