Irie
Olá! Depois de muito tempo, estamos atualizando o blog. Embora tenhamos demorado, hoje o assunto volta para a reflexão.
Primeiramente, como montar banda. É um saco, você tem que estar certo de que está tocando com os caras certos, você fica ansioso de ir pro estúdio logo e produzir. Todo início é muito chato. Sem contar que uns têm mais vontade do que os outros, então demoram a tirar as músicas, demoram a encaixar o espaço e tempo da banda dentro do seu cronograma e eventualmente acontecem coisas como “Ah, marquei com fulaninho pra ir não sei aonde e não tem como ensaiar.”
Depois vem a novela de manter a banda. Isso exige muito da vontade dos integrantes, do foco e de como aquilo continuará. É sempre bom as pessoas exigirem e fazerem muitos feedbacks. Acaba que você reconhece os seus erros. É a hora que tem que jogar a vaidade de lado e realmente admitir onde errou e não só apontar os erros, oras, afinal, o mundo não é só de erros e coisas negativas, mas há positivas também! É hora de ver também o que fizeram de bom e crescer e fluir! Fazer com que aquilo seja mais produtivo posteriormente.
Agora, sobre fim de banda. Ninguém gosta quando chega essa hora. Podem ter vários motivos, MESMO, mas é uma hora muito chata e desagradável. As vezes os integrantes das bandas nem olham mais na cara de uns aos outros.
Agora há pouco, antes de começar a escrever, eu vi no Twitter e no Fotolog da Obsexion, que a banda acabou. A sensação de quando as bandas acabam é muito ruim, muito chata. Não sei como é para eles neste momento, mas pra quem tem bandas do nosso segmento, que é j-music e é música inspirada em visual rock, acaba sentindo que você perde um companheiro de batalha. Parece que você vai continuar sozinho. É uma sensação estranha, porém inevitável.
Eu mesmo já tive várias bandas e passei por isso várias vezes. Naquela época, o que eu mais queria era acertar na próxima vez. Era a hora da minha autorreflexão e também era a hora de trabalhar pra fazer com que as coisas se acertassem da próxima vez e de modo mais efetivo...
No mais, acaba que se torna um carrossel sem fim, onde é inevitável não passar por tudo isso de novo e de novo se você quer um objetivo, seja com banda ou na sua vida pessoal ou profissional.
Publicação original de 02/08/2009.