Resenha de madrigal of decadence, de Kiyoharu (avex trax, 2009). Nota: 10,0.

Mais uma boa obra de um dos ícones do rock japonês, madrigal of decadence é um misto de sentimento e boa musicalidade!

Sendo sinceros, Kiyoharu tem nos mostrado sempre a mesma linha criativa desde 2003, quando iniciou sua carreira solo. Sendo igualmente sinceros, não há problema nenhum nisso. O ícone de estilo visual e musical trouxe para os fãs neste novo álbum um fôlego de música com sentimento que nem todos os artistas sabem fazer, ou preferem não fazer, ao menos.

O álbum não ultrapassa a marca do instrumental simples e agradável, num mix perfeito com o vocal diferencial do artista. Quem curte peso e agressividade deve passar longe do álbum, que, por outro lado, cairá como uma luva pra quem procura uma música que não perturbe, que tenha leveza e intensidade. O lançamento é lotado de extensas baladas sentimentais muito gostosas de se ouvir, equilibradas com poucas músicas, de poucos minutos, um tanto quanto mais agitadas.

Destacando faixas separadamente, podemos citar inicialmente a terceira faixa do álbum, “My First Pleasure”, que entra nessa categoria de “músicas mais agitadas e pequenininhas” a que me referi acima. Kiyoharu optou por trabalhar com toques de mixagem eletrônica, o que ficou extremamente interessante, especialmente nesta música. A décima-sexta, “Ilyd”, e a décima-sétima, “Devil”, seguem uma linha parecida.

A tema de single “Kurutta Kajitsu” é capaz de agradar os fãs do clássico estilo pop/punk que Kiyoharu tem como marca desde a época mais pop do Kuroyume, ela até lembra faixas mais antigas da carreira solo do artista. Não se trata então de uma faixa muito original, mas é boa.

Já no campo das adoráveis baladas, “Innocent” ganha destaque. Músicas desse tipo sempre chamam atenção no trabalho do músico. Sentimental, bonita, simples, extensa, ótima pra quem curte um som mais calmo. “I Know”, “Loved” seguem a mesma linha, sendo a primeira mais interessante, por ser menor e um pouco mais agitada.

Lembram de “Samidare”? Ela está aí também, perfeita, lembrando muito o início de carreira solo do músico, um dos destaques do álbum com certeza, se não a melhor de todo o lançamento. Aquela coisa clássica da carreira solo do Kiyoharu, guitarrinha descolada, uma linha de baixo interessante, batuques e tudo o mais.

Está aí mais um lançamento deste ano que vale a pena ouvir. Em poucas palavras: simplesmente Kiyoharu!


Publicação original de 31/07/2009.

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