Eu não queria reviver um post do antigo blog tão cedo, acho que este deve começar a andar com as próprias pernas antes de fazer uso de conteúdo externo. Mas vou aproveitar o gancho deixado pelo meu último post e deixar aqui um artigo que escrevi em 16 de março deste ano, no qual tento apontar alguns pontos positivos e negativos de fazer a compra de um CD original ou downloads gratuitos na internet. Assim, depois de ler, se você ainda não votou em nossa enquete, vote. Também dê sua opinião logo abaixo, nos comentários.

O texto você confere logo após o salto dimensional.

Músicas! Músicas! CD? Hã?!!

Ah, como é boa a banda larga! Como é bom baixar músicas!

Lembra de quando a internet discada imperava na maioria dos lares e banda larga era coisa de rico? Lembra de como era demorado e chato baixar músicas? Pois é… tempos que se foram.

Agora a gente liga o PC, dá dois cliques, um cá e um lá, e 10 segundos depois aparece aí na pasta “Minhas Músicas” uma mp3 novinha. Ou então, bastando esperar mais uns 15 ou 20 minutos aparece, graças à mágica da transferência de arquivos, uma discografia inteira. Hein?!! Que mundo maravilhoso, não? Do que mais a gente precisa? Não se gasta dinheiro nem tempo. Não é difícil e não precisa sair da cadeira. Demais!

Bom, eu posso parecer a pessoa mais estranha do mundo, mas ao meu ver, nem tudo são flores.

Tempos de internet discada. Se a conexão permanecesse estável, dava pra baixar uma mp3 em uns 10 minutos talvez e só depois de concluído se podia baixar a próxima, do contrário caía. Aqui era assim. Qual o lado bom disso? Nesse meio tempo entre os downloads o que se tinha a fazer era justamente escutar a música que já havia sido baixada. Ouvia-se pelo menos umas 5 vezes. No fim do download de um álbum inteiro, você o ouviu bastante. Você aproveitou aquilo, afinal, deu esforço conseguir.

Agora você gasta quase o mesmo tempo para baixar uma discografia inteira. De uma só vez. Escuta duas músicas de cada álbum depois coloca em alguma pasta e, em muitos casos, esquece lá. Jamais volta para ouvir o resto.

Não sei se nesse amontoado de palavras e pontos finais vocês entenderam onde eu quero chegar. Hoje se baixa música por baixar. Para fazer volume. Sejamos francos. Eu sou. É o que acontece comigo. Não dá para controlar a tentação de tantos arquivos dando mole.

Mas eu não disse isto porque quero que a internet discada volte a imperar. Eu acho que o que acontecia antes se aplica, de certo modo, a quem compra um CD original (sim, mais um post reforçando a ideia de comprar CDs originais, mas aqui sob um outro ponto de vista).

Para comprar um CD original é necessário importar, comprar de quem importou ou comprar um usado. A primeira opção é bem trabalhosa, mas é a que te dá mais opções, e nas três você VAI pagar caro e, a não ser que você seja rico, o dinheiro sempre é um empecilho.

Mas quando você tem nas mãos algo que te deu tando trabalho e te rendeu tanta chateação para conseguir, você vai querer aproveitá-lo. Você vai “dar valor” a aquele trabalho. É algo totalmente diferente. Você passa a prestar atenção até na arte da contracapa. É OUTRA coisa.

Sei lá, pode ser que isso aconteça só comigo e eu esteja usando o blog para escrever bobagens. Mas se você ainda não tentou, tente. Depois me xingue a vontade.

[Este texto é uma “adaptação” de um outro texto meu publicado em um outro blog]


Publicação original de 02/10/2009.

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