Resolvi criar vergonha na cara e resenhar de novo.
STRENGTH.
abingdon boys school
Single, 02/09
Uma das melhores bandas de som pesado está de volta. A música não chama tanta atenção. É um som mediano do abs, ou seja, é bom! O diferencial fica mais por conta de toques muito, muito discretos de instrumentos orientais. O lado-b é mais um cover, desta vez de “Freedom”, do Janne Da Arc. Taí uma banda que faz bons covers (o abs). Pelo jeito, Takanori faz questão de demonstrar quais são e homenagear suas influências do rock. Embora sua versão de “Freedom” não seja tão empolgante quanto seus covers de LUNA SEA ou BUCK-TICK — a despeito do Takanori ter um voz bem mais agradávei do que a de yasu — trata-se de mais uma gravação interessante. Vamos ficar no aguardo de mais um álbum bacana do grupo =)
Eita, porra! Num é cover! Mas é estranho que o nome e o riff inicial sejam idênticos aos de uma música do Janne Da Arc. De qualquer maneira, após ouvir algumas vezes a “Freedom” do abs, a música se revelou bem bacana pra mim, não saiu da minha cabeça, mais até do que o lado-a.
Nota: 4,0
“GREAT VACATION” e “LET ME BE”
GLAY
Daí, em shows recentes, o GLAY distribuiu dois CDs gratuitamente pra quem comprou ingresso. Num dia, os fãs ganharam a música “GREAT VACATION”. No outro, “LET ME BE”. Uma vez que ambas curiosamente não estarão no próximo álbum, resolvi falar delas já. Uma coisa é certa, “LET ME BE” não é de todo ruim, bonitinha até, mas não vai fazer nenhuma falta no álbum. Uma balada ao piano sem nada demais. “GREAT VACATION”, por outro lado, é muito mais bem bolada. O estilo feliz é parecido com a recente “STARLESS NIGHT”, embora não seja tão rápida e seja trabalhada com idéias distintas — a despeito de dois trechos de guitarra muito parecidos com o solo de “Itsuka”. Mas, vá por mim, ouça “GREAT VACATION” e descubra que ela é válida por si só, especialmente por um refrão diferenciado. E seu clima parece misturar um pouco GLAY novo e antigo. É bem interessante.
Nota: GREAT VACATION - 4,5
LET ME BE - 3,0
silk tree.
Kei
Álbum, 03/09
O single “vesperbell.” despertou minha curiosidade, daí eu fui conferir o álbum, claro. Além do single ter um som bem diferente do que estou acostumado a ouvir, Kei é um nome célebre no mundinho underground do visual kei por ter sido a voz de baroque e kannivalism. Então, “wailing wall.” e “end of Sunday/black hircine.” abrem o álbum. São tão incomuns quanto seus nomes, porém belas e tocantes daquele jeitinho melancólico que eu gosto. Promissor. No entanto, fora as músicas que citei até agora e a razoável “ring clef.”, apesar de Kei se manter original em sua mistura de guitarras e sons eletrônicos, o resto de seu material é bastante entediante. No resto do disco, parece que ele perdeu completamente a inspiração. Só espero que, se a carreira solo dele durar o suficiente, espero que ele possa naturalmente mudar e fazer mais canções legais. Seu estilo é realmente interessante, pelo que percebi nas três músicas que gostei, e deveria ser melhor aproveitado.
Nota: 2,0
Guitarhythm V
Tomoyasu Hotei
Álbum, 02/09
Esse cara já tem muito tempo de estrada e já fez muita coisa boa. Então, o que ele fez aqui é justificável, dá pra dar um desconto. Vou explicar. O quinto álbum da série Guitarhythm e enésimo do Hotei solo começa com uma orquestração super ostentosa de botar “World Anthem” do X JAPAN no chinelo. A faixa seguinte é um discurso em inglês no melhor estilo sugiziano e sua papagaiada de “vamos salvar o mundo”. A primeira música já é estranha. “Decalogue” é incomumente interessante, mas não é muito desenvolvida. Só fica naquele riff maluquinho, o que acabou deixando-a chata. Mas a seguir vem “Science Killed The Future” nos mostrando o bom e velho som do cara. O disco tem uma certa dualidade entre estilos como os dessas duas músicas, uma mistura da sonoridade mais tradicional do Hotei e experimentalismos frequentemente se valendo de elementos eletrônicos. O problema é que esse “experimentalismo” parece mais falta de ideias. O que é normal prum cara com quase trinta anos de carreira =) E ele já estava meio estranho no último álbum, AMBIVALENT (2007). O simples fato de termos aqui “Science Killed The Future”, “Fū no Ginga e” e “Beautiful Monsters” (melhor do álbum, um dueto com... uma mulher) já é uma vitória.
Nota: 2,0
Reforço ainda que vocês não devem perder o Rock Shock Waves especial BOØWY, parte 3 e última, focada no Hotei, na quarta que vem, 21h. Nada, nem ele mesmo, pode, de certo modo, superar sua própria coletânea GREATEST HITS 1990–1999. E eu vou mostrar pra vocês! =D
Curiosidade: Guitarhythm IV foi lançado há 15 anos!
JUDY AND MARY 15TH ANNIVERSARY TRIBUTE ALBUM
V.A.
Álbum, 03/09
Esse eu sabia que seria interessante desde que vi a lista dos nomes de quem tinha gravado. Faz tempo, mas resolvi fazer aqui um faixa-a-faixa =)
O disco já abre com Ikimono-Gakari tocando “Classic”. Excelente escolha. A versão ficou um pouco diferente do que eu esperava da banda (tá certo que só ouvi um álbum deles até agora, o mais novo, mas tudo bem...). Sem problema. Pelo jeito, eles costumam sempre mandar bem.
Logo em seguida, PUFFY canta “MOTTO”. Elas não fugiram muito da tradicional batida “tum tum tá, tum tum tá”, um dos elementos-chave dessa música e, bem por isso, a cara do PUFFY. Só que alguma coisa não ficou legal ali. A versão não soa tão bem e a música acabou perdendo algum charme.
Provavelmente o melhor cover do álbum, “Over Drive” foi gravado aqui por mihimaru GT. Seu estilo ficou muito divertido pra música. Não fosse o rap no meio, a faixa teria ficado perfeita.
As três seguintes são muito interessantes. “Sanpomichi” por Okuda Minsei, “RADIO” por Sawa e “Brand New Wave Upper Ground” por School Food Punishment ficaram — creio e que eu me lembre — melhores e mais divertidas do que as originais.
HALCALI gravou “Lucky Pool”. O arranjo e o ritmo são bem interessantes. Parece música de festa. Coisa que me dá vontade de fazer farra e tenho que me controlar... Minha salvação é que o arranjo que não ficou muito bem preenchido.
Já cheguei a conferir algumas músicas do quarteto pop rock de garotas SCANDAL — ou “ZONE II”, se preferir. Elas soam basicamente como essa versão de “DAYDREAM”: muito simplistas e pouco envolventes. Parecem adolescentes brincando de fazer banda.
Kaela Kimura fez uma versão barulhenta e estranha de “HAPPY?”. Essa mulher é esquisita mesmo...
“Sobakasu” está bem representada por Shōko Nakagawa. Tal como as faixas de Okuda, Sawa e School Food Punishment, essa aqui tem uns toques eletrônicos charmosos que torna o gravação nem pior nem melhor do que a original, mas apenas igualmente ou quase igualmente interessante.
Nunca tinha ouvido a tal banda Midori. Mas do jeito que eles cagaram em “Music Fighter”, não procurarei material próprio deles tão cedo. Quer dizer, já é uma música ruim, mas o fato do grupo escolhe-la e torná-la pior do que já era criou uma imagem bem ruim do grupo pra mim. Afinal, existe banda que faz música e banda que faz barulho, infelizmente.
“LOVER SOUL” é minha grande decepção do álbum. Uma das minhas favoritas dos JAM, Ai Ōtsuka transformou-a em sonífero.
“KYOTO” nunca foi uma das minhas favoritas. Na verdade, não curto a composição. E a tal Shigi não conseguiu deixá-la mais interessante pra mim.
Já “Chiisana Koro Kara” eu adoro, é linda. E eu diria que essa versão de Suneohea (que não consigo descobrir se é banda ou cantor) é a única que ficou melhor do que a original. Está bem mais suave e encantadora. Mesmo que a voz do cantor não seja nenhum primor, ele consegue fazer o suficiente pra que a gravação seja um sucesso.
Por fim, esse cover feliz de “Doki Doki” por Magoko Burazasu. Dessa vez, a voz mais ou menos do cara não consegue passar tão desapercebida. Mas creio que dê pra ouvir a faixa nem que por curiosidade. Não que eu vá guardar o arquivo, mas...
Fim! E, realmente, é um dos melhores tributos que já ouvi. É mais divertido do que o do LUNA SEA. Agora vai, pode jogar as pedras!
Nota: 4,5
KYŪTAI
MUCC
Álbum, 03/09
A essa altura, álbum do MUCC é sempre muito aguardado por seu público. Mas acho que eles estão superestimados, porque já tá ficando chato. KYŪTAI tem só onze faixas, entre as quais uma pequena introdução instrumental e dois singles. Ainda assim, o disco não traz muita novidade e, pior, não consegue ser muito excitante. Como já dito, pra variar, começa com uma introdução instrumental curta pra criar um clima e, então, cai numa das faixas mais pesadas e empolgadas do álbum — assim como a maioria dos discos do MUCC. Desta vez, essa primeira música, “Hōkō” é algo parecido com o tal “metalcore”. Ficou interessante (mais pela composição em si, aliás) e eles até chegam a usar um pouco dessa sonoridade de novo no disco, mas nada que chame muita atenção positivamente. A banda também usou novamente elementos eletrônicos aqui e acolá, de maneira bem mais discreta do que no álbum anterior, Shion (2008). Na verdade, as três poucas faixas meio eletrônicas de Shion seriam um rumo muito interessante a seguir. Pena que foi apenas um momento muito breve da banda. De volta a KYŪTAI, “Sanbika” chega a chamar atenção exclusivamente por um trecho no meio onde Tatsurou canta “Ave Maria”, do J. S. Bach. Ficou bonito, mas eu diria que é mais mérito do Bach, claro. Depois que esse trecho passa e música volta “ao normal”, o clímax já passou, junto com boa parte da graça. Certamente a faixa mais distinta é “hanabi”. Embora ela eventualmente mude no meio pra um arranjo mais típico do grupo, é até interessante de se ouvir. Mas, no geral, é tempo do MUCC mudar. E bastante. KYŪTAI não é de tão ruim, é até perfeitamente audível e chega a entreter, mas cansa fácil. É menos do que alguém chato como eu e acostumado a ouvir MUCC precisa. O estilo da banda necessita de um guinada forte. E acho que eles têm lançado álbuns demais. Mas quem quer apostar que no máximo no começo de 2010 já sai mais um?
Nota: 2,5
Doravante, há demais.
E quero ver quem ganha de mim em quantidades de tags num mesmo post! =D
Publicação original de 18/04/2009. 6 imagens desta publicação não sobreviveram à migração de 2013.