Acabo de assistir Watchmen pela segunda vez e estou me sentindo crítico. Portanto, cheguei em casa e resolvi escrever o seguinte...

My Little Lover
Oto no Nai Sekai / Toki no Bell

02/2009

Música suave, bonita, bacana, mas não se compara à faixa dois, “Toki no Bell”. Quando ouvi da primeira vez, quase tive uma ereção. Melodia muito bem bolada, arranjo certeiro e altamente cativante... Tipo de música que você gostaria de ter feito. É tão boa que, adivinha só, é a que toca quando você entra no site oficial da banda (e não a primeira faixa do single!). Depois tem duas gravações acústicas ao vivo. O grande clássico do grupo, “Hello, Again”, no qual nunca vi graça, e “Ai no Haiwa”, balada, uma das melhores faixas do último álbum deles. Boa, zero-meia!

Nota: 4,0

GLAY
SAY YOUR DREAM

Single, 03/2009

Então aqui está a tal música de 15 minutos que na verdade tem 13. Confesso, quando ouvi pela primeira vez um trecho no YouTube, não fiquei empolgado. Achei que soava muito comum, só mais uma música do GLAY. Mas o que aconteceu foi o seguinte... Começa lenta, uma rápida introdução. Logo, um ritmo agitado é assumido. Bem GLAY mesmo. Bem no estilo de, por exemplo, “BEAUTIFUL DREAMER”, com a qual ficou parecida não só pelo ritmo, mas também pela melodia. Só que essa melodia parece tão mais certeira e iluminada do que a de “BEAUTIFUL DREAMER” (da qual nunca fui grande fã, aliás). Essa parte agitada acabou me cativando bastante. Logo, estava cantando-a por aí. Ficou também muito bem montado quando a introdução é retomada durante essa primeira parte agitada. Depois de uns seis minutos, a música se transforma em outra. São praticamente duas músicas emendadas numa única faixa. Essa segunda parte é mais lenta e mais diferente do que acostumou-se a ouvir do GLAY. Um pouco mais de experimentação aqui. É boa. Entretanto, o destaque fica todo com a primeira parte, que é realmente envolvente. O único problema em “SAY YOUR DREAM” é que acho que seria mais apropriado dividi-la em duas faixas: “SAY YOUR DREAM part 1” e “SAY YOUR DREAM part 2”. Ficaria mais confortável de ouvir. É o que vou fazer com meus mp3.


“If you strike me down, I shall become more powerful than you can possibly imagine.”

Mas isso é só detalhe. “SAY YOUR DREAM” pode soar, ao menos a princípio, como “só mais uma do GLAY”, mas mesmo seus trechos mais comuns têm alguma mágica em si. O lado-b “Haru Made wa” é uma lentinha cujo arranjo traz uma batida sintetizada e diferente. A música em si lembra um pouco os tempos do álbum “UNITY ROOTS & FAMILY, AWAY”, embora a faixa não lembre exatamente nenhuma outra música do GLAY. Por fim, a possível última parte da série de covers ocidentais do GLAY, “MEANING OF LIFE”, do infeliz The Offspring. Uma escolha triste de tão barulhenta e pobre. Na verdade, acho que depois de “MOTHER NATURE SON”, dos Beatles, todos os outros covers que o GLAY gravou e lançou são bem desnecessários.

Nota: 4,0

RIP SLYME
STAIRS

Single, 02/2009

Outro exemplo de lado-b enchendo o lado-a de porrada por ser muito melhor. Ou seria o lado-c? Não coloquemos os carros na frente dos bois... “STAIRS” é uma “balada” do RIP SLYME. O que significa que ela é mais “séria”, mais calma. Não é o tipo de som que se toca numa festa pra dançar. Talvez num momento mais de boa. Mas quando ouço RIP SLYME eu penso em festa, mas não com “STAIRS” ou as outras duas músicas desse single. Ela é agradável de se ouvir, mas não é das mais empolgantes. Defeito que “love&hate” compartilha, soando bem apenas como música de fundo de elevador e olhe lá. A estrela do disco é mesmo a bela “Supreme”, que meio que parece uma música de natal estilo jazz lento ou algo assim. E mais uma vez temos melodia e arranjo de destaque que vão fazer você balançar como se flutuasse nas nuvens.

Nota: 3,5

BUCK-TICK
memento mori

Álbum, 02/2009

OK, agora o que todos esperavam. O tal álbum novo do BUCK-TICK que a rapeize adorou. Vou confessar, gosto de várias músicas do BUCK-TICK. Mas, perto da totalidade de sua discografia, elas não são tantas assim. Eles têm algum talento, sabem fazer músicas legais, mas a maioria do que eles soltam não é muito aproveitável pra mim. O penúltimo álbum começou a fase mais rock’n’roll da banda, com algumas músicas realmente boas; memento mori já não soa tão inspirado. Tem um riff ou outro que chama atenção, mas muito pouco realmente se destaca aqui. “Message” lembra o clima viajante de algumas músicas antigas do BT e é bem agradável. E “HEAVEN” e “Serenade -Itoshi no umbrella-” nós já ouvimos e gostamos em singles, certo? É certo que não estou numa fase lá muito rock. Se estivesse, apreciaria mais a boa “Jonathan Jet-Coaster”. Mas acho que esse álbum não é essa bola toda. BUCK-TICK não é essa bola toda. Boa parte do meu respeito a eles se deve por se manterem firmes por tanto tempo numa indústria como a do Japão fazendo coisas não-convencionais (algumas realmente legais) e, um dia, ainda terem tocado no Tokyo Dome! No mais, aquela voz diferente é do Hisashi? Parece. Sendo dele ou não, é uma péssima idéia aquela pessoal abrir a boca pra cantar.

Nota: 2,5

Mais doravante.


Publicação original de 20/03/2009. 5 imagens desta publicação não sobreviveram à migração de 2013.

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