Okei, não preciso apresentar Susan Boyle, a mulher que revolucionou o programa de calouros Britain’s Got Talent. Susan é uma mulher de meia idade, feia, sem estilo pessoal, que nunca beijou ninguém e de jeitão esquisito. Notem que não usei nenhum adjetivo bom. Notaram? Continuemos a história no parágrafo seguinte.

Susan entra e é interpelada pelos juízes do programa. Ah, vocês que vejam no YouTube, vou resumir a história. Bom, o que importa é que a imagem e primeira impressão de Susan não é das melhores. Todos estão rindo. Até ela começar a cantar. Aí tudo muda de sentido. O jeito estranho parece mais engraçadinho, a história social ganha brilho charmoso e a música transforma uma mulher estranha em futuro sucesso. Sucesso comprovado no YouTube e aprovado por todo mundo. “Tiano CHOROU com esse e alguns videos da BGT, por sinal... FALEY!” (Tititi, entrega a Mãe... Okei, esquece)

Agora, pensemos nisso. Uma cantora de talento merece muito de nosso reconhecimento. Mas por que Susan mexe tanto com as pessoas? Por sua história de vida? Ou pela aparência? Por nos fazer ver o quanto temos preconceitos infundados e ridículos? Susan não é ridícula, nos faz ridículos dentro de nossa anormalidade aceita. “Eu sou normal. Um cão de pelúcia falante super normal, mas nada comum, beijos me invejem.”

No nosso próximo programa, vamos debater sobre esses e outros fenômenos de popularidade, como o primeiro vencedor do programa, Paul Pots. Esses exemplos que vão contra a corrente da imagem ditada. E que nos fazem repensar se imagem é tudo. Até lá.


Publicação original de 31/05/2009.

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