Melhor Atriz, Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte
A Troca não é um filme que prende o espectador. Definitivamente arrastado, conta o caso de Christine Collins (Angelina Jolie). Na década de 30, a polícia de Los Angeles esconde o fato de que não consegue reencontrar o filho desaparecido de Christine Collins, colocando no lugar do menino outro garoto. Mesmo confusa com toda a situação, Christine Collins aceita a troca alegando não ser seu filho.
A atuação de Jolie como uma mãe sofrida por querer seu filho de volta não convence. Acredita-se que Jolie já está estigmatizada pelo estereótipo de personagens modernos, agressivos e sensuais, como Lara Croft (Tomb Raider), Fox (Wanted) e Sra. Smith (Sr. e Sra. Smith), por exemplo.
A Troca tem uma montagem ruim, ou seja, a adaptação do roteiro pelo diretor foi mal-feita, pois há sempre a sensação de que o filme está no final diversas vezes. Por mais que não seja uma biografia, o filme possui diversos traços desse modelo estilístico que não combina com o tema. Mesmo que haja um desfecho, pode-se caracterizar A Troca como um filme sem clímax definido. Ele não proporciona o drama ou instiga curiosidade pela trama central.
Melhor Figurino
Austrália é um filme onde a fotografia predomina. Há diversas paisagens, crepúsculos e coloridos que engrandecem os olhos. Esse foi o primeiro erro do filme: exagerar na fotografia distanciando o espectador do roteiro e levando-o para uma espécie de documentário geológico exibicionista.
A história é sobre um menino mestiço, Creamy/Nullah (Brandon Walters), que por diversas vezes sustenta o filme com sua atuação espontânea e personagem cativante. Austrália é ao mesmo tempo uma história de amor, de guerra, de conflitos sociais e uma jornada.
Com tantos núcleos dramáticos, o filme ultrapassa os 180min de duração, dando a impressão, na verdade, de dois roteiros condensados. O casal romântico Missis Boss (Nicole Kidman) e Capataz (Hugh Jackman), que assume o papel de ser a âncora densa do filme, linkando os temas num só filme, é fraco e mal desenvolvido, ficando sempre em segundo plano.
Melhor Atriz, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Roteiro Adaptado
Com quinze indicações ao Oscar e nenhuma estatueta dourada em casa, Meryl Streep faz parte do elenco de Dúvida. A proposta do filme era instigar o espectador se realmente a relação do menino Donald Miller (Joseph Foster) com o Padre Brendan Flynn (Philip Seymour Hoffman) era promíscua ou não.
A atuação mista de Meryl Streep não se encaixa no papel da personagem da freira Aloysius Beauvier. Ora muito fechada, ora simpática, ela não estava de acordo com o ritmo lento do filme. A personagem carece de postura e polidez, sendo uma tentativa remetente a Minerva McGonagall (Harry Potter).
Nos primeiros quinze minutos, o filme se desenvolve lentamente causando grande inquietação aos espectadores. Falta sagacidade nos diálogos fracos, que deveriam suprir a lentidão das cenas. A dúvida permanece, num final interessante para quem assiste, deixando a moral de cada um definir o que lhe cabe.
Publicação original de 01/04/2009. 3 imagens desta publicação não sobreviveram à migração de 2013.