Resenha de Patriot, de vistlip (Geneon Entertainment, 2009). Nota: 6,5.

Uma banda relativamente nova, vistlip está na ativa desde 2007, e até agora lançou 3 maxi singles e um miniálbum. Eu, no entanto, nunca tinha realmente ouvido falar deles, que dirá conhecer o som. Aí que me aparece na net esse álbum deles, ótima oportunidade para conhecer o trabalho e, claro, analisar. O site oficial deles é bem bonito, todo em flash, e fica rolando um PV no canto. Passados os introitos, vamos ao que interessa!

Análise das faixas:

1. Neiro -melody line-

Nome sugestivo, a música é totalmente melódica, com um piano (na verdade um sintetizador, mas ok) ao fundo e um apito esquisito marcando o tempo. Mas não é a intro do CD, é a intro da música. Logo entram as guitarras, mas seguindo a mesma linha do piano, bem melódica, com frases bastante simples, e o piano continua acompanhando lá atrás, meio apagado. Devia ter mais ênfase, pois está mais trabalhado que o resto do instrumental.

2. EVE

Começa com um dos graneds clichês do VK, a guitarra sozinha com um filtro de muffer, para depois abrir o filtro e entrarem todos os intrumentos, e o vocal continua com muffer na primeira parte. Essa é a música que fica no PV do canto do site oficial. Embora seja a música de trabalho, tem um riff central bastante simples, algo que poderia ter sido melhor trabalhado. A música tem um destaque escancarado para o vocal, que lembra bastante the GazettE, pelo timbre.

3. earl grey

Curiosidade do dia: Earl Grey é um tipo de chá inglês, é o blend mais famoso que existe. Também é o nome de uma banda noventista de VK. Já esta música segue a mesma linha da primeira: mais melódica, vocal mais limpo, com um teclado dedilhando notas ao fundo. Nada de especial, até um pouco de um repeteco da primeira música.

4a. Re: Ashita Haretara (apenas na versão vister do álbum)

Faixa baladinha, boa pra dançar em festa de debutante, naquele momento romântico de casaizinhos... e falo sério. Não dá para de imediato traçar um paralelo com alguma música mais famosa, mas com certeza não é “You Spin Me Round”. Isso é tudo que se pode dizer dessa faixa. É como se fosse “I Don’t Want to Miss a Thing”, do Aerosmith, só que sem o vocal rasgado. Pelo contrário, com um vocal mais sussurrado.

4b. Pavé au chocolat (apenas na versão lipper do álbum)

Música mais agressiva, com direito a duo vocal/bateria. Linha central em escala cromática. Desenvolvimento menos agressivo, ou é o efeito do vocal limpo, que não combinou muito com a música. Fica a dúvida de por que os solos são no final da música, é estranho.

5a. Princess Dizzy (apenas na versão vister do álbum)

A letra muda, mas é quase igual à segunda faixa... Tem algumas diferenças no andamento, e na construção das frases, mas o jeitão da música é o mesmo.

5b. Aya (apenas na versão lipper do álbum)

Faixa mais pesada, com direito a guturais e essas coisas todas. Parece combinar mais com a banda.

6. Kage oni

Essa já é mais pro lado tranquilinho, riffzinhos agradáveis de guitarra, combinou bastante com um fim de CD, principalmente pelo fade-out.

Avaliação geral:

É um álbum simples, puxado pros trabalhos mais popzinhos de hoje, mais pra linha de the GazettE e um pouco de alice nine. também. Para quem gosta das duas bandas, é uma boa pedida, embora digam que o normal deles sejam músicas mais pesadas.


Publicação original de 24/04/2009.

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