Melhor Filme e Melhor Diretor

Além de ganhar os dois mais importantes prêmios do Oscar, Quem Quer Ser um Milionário? ainda arrecadou mais outros seis títulos: Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Fotografia, Melhor Montagem, Trilha Sonora Original, Melhor Canção Original e Melhor Mixagem de Som. O filme é um romance adolescente nada convencional que mostra, pelor olhar do diretor inglês Danny Boyle, mais do que divertido mostra o cotidiano das cidades indianas. Jamal (Dev Patel) é um menino pobre morador de uma favela. O filme conta a história sobre como ele tenta a sorte num programas de perguntas e respostas para encontrar seu amor de infância, Latika (Freida Pinto).

Com duas narrativas temporais distintas, uma de Jamal durante o show e outra dele ainda menino, o filme retrata uma India violenta, pobre e sofrida. Mesmo assim, a montagem realizada entre passado e presente é bastante estruturada e bem feita, deixando que a trama continue sendo o romance adolescente sem apelos sócios-culturais. A fotografia também segue na mesma linguagem da montagem: agressiva e chocante porém não distoando do roteiro.

Quem Quer Ser um Milionário? tem uma história cativante que vale a pensa ser visto e um videoclipe extra depois dos créditos muito divertido.

Melhor Ator

Milk: A Voz da Igualdade é uma biografia sobre o primeiro político americano abertamente gay a ser eleito. O filme, que se passa em São Francisco, Califórnia, fala da luta dos homossexuais por direitos legais e contra a discriminalização violênta nos EUA.

A atuação de Sean Penn encenando o personagem principal lhe rendeu o Oscar de Melhor Ator. Harvey Milk é uma personagem tranquilo, risonho e muitas vezes acolhedor. Sean Penn conseguiu dar graça e emoção ao filme de uma temática difícil, sem caricaturizar o personagem no esteriótipo de gay afetado.

Além da ótima performace de Sean Penn é interessante a conexão ficção/documentário e a linha tênue em que o filme se posiciona. Muitas das cenas são reais e orinadas da época que, tão bem editadas, se encaixam perfeitamente ao filme de ficção. Por exemplo a cena final da passeata com velas.

Milk: A Voz da Igualdade é um filme narrativo e simples, porém bastante curioso pela sua temática, pela mistura do real com o imaginário e pelo Sean Penn.

Melhor Atriz

A emoção estava ali. O Leitor mostra a história de um adolescente apaixonado por uma mulher mais velha na época após a Segunda Guerra Mundial. Michael Berg (David Kross) por casualidades da vida conhece Hanna Schmitz (Kate Winslet). O casal segue um verão de grandes paixões, carinho e emoções até que Hanna desaparece. Anos se passam e Michael a reencontra por acaso num tribunal, sendo julgada por terríveis assassinatos nazistas.

A grande paixão entre os personagens move o filme. Não à toa merecedora do Oscar de Melhor Atriz, Kate Winslet se incorpora de uma seriedade impassível que transmite emoções fortes e comove o espectador. Além do jeito duro e rígido de Hanna e a amargura e rancor de Michael durante a trama, os muitos closes do filme dão a idéia de proximidade com a história.

O Leitor traz mais uma vez às telas Auschwitz para complementar a sensação de perda e horror. É um filme tenso e complicado, mas muito bem protagonizado.


Publicação original de 18/03/2009. 3 imagens desta publicação não sobreviveram à migração de 2013.

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