Desta vez vou postar apenas singles. Além de ser bem mais fácil de falar sobre um lançamento que possui no máximo quatro músicas, eu ainda não pude ouvir os álbuns com o devido carinho. Para a minha sorte, este mês teve single de bandas já bem conhecidas, além de algumas ótimas surpresas. Dos álbuns eu só ouvi dois: o do Megamasso, que está absurdamente bom e não canso de ouvir, e cali∦gari, que está estranho e dificil de se degustar, o que é normal e provavelmente estarei bajulando ele em alguns dias.
Mas vamos ao que talvez interesse (:
Resenhas
abingdon boys school – Kimi no Uta:
Apesar de a faixa principal ser boa, até porque é difícil algo na voz de Nishikawa ficar ruim, eles já fizeram muita coisa assim e bem melhor. O rock descolado do “abs” é bem legal de se ouvir, e eles sempre tem alguma coisa a mais para oferecer. Minha música preferida acabou sendo a faixa dois, não tem aquele sentimento animado típico de música de anime. Bom single, mas como não sou realmente fã da banda duvido que vá ouvir de novo.
An Café - Natsu Koi ★ Natsu GAME:
Eu ainda me pergunto por que paro para ouvir o que eles lançam se eu já sei que não vou gostar. Desta vez eles exageraram, é vergonhoso. Quer dizer, pelo menos dá pra rir deles com o vídeo. Mas, a não ser que você seja mesmo fã da banda, é melhor, diferente de mim, você não perder tempo ouvindo isso. Eles quase acertaram na b-side “Boku wa gawa ni iru kara”, tem uma vaga lembrança de alguma coisa já feita por Lareine, mas sem a charmosa voz fanha de Kamijo.
Ayabie – Natsu Monogatari:
Haviam me falado aqui no blog que a nova música do Ayabie era outra porcaria, na verdade uma porcaria maior e vergonhosa. Agora não sei o que dizer, acho que estou com vergonha de dizer que adorei tudo neste single, principalmente “Natsu Monogatari”, uma das coisas mais bonitas que eles fizeram desde que entraram na fase pós Ryohei. Sério, “Natsu Monogatari” é daquelas músicas que grudam na cabeça na primeira ouvida, é uma musica bem bonitinha e otimista com uma forte inclinação acústica e uma influência bem delicada de bandas dos anos 60 — algo na introdução me lembra Beatles. E eles ainda fizeram algo bem parecido com Virgin Snow Color na música “secret room”, e isso me agradou. Eles poderiam focar mais esse lado menos agitado, e espero que o próximo single (programado para Novembro, se não me engano) siga essa linha.
Schwein - Dokusai no buta:
Fraco, muito fraco. Sinceramente, eu esperava um tantinho mais de uma banda de alguém como Hina, um cara que já tem anos no meio da música merece mais do que uma banda clone de Dir en grey. A música que dá nome ao single já começa com uma introdução-discurso, no estilo “MASK” e depois vira quase uma música extra do GAUZE. Não é ruim, mas o mundo já tem isso em excesso. A segunda música é um pouco menos sem graça. E é isso que eles devem fazer. Mas acho que as letras podem ter um significado maior do que as músicas, vou ver isso, talvez este seja o foco. Mas mesmo assim enquanto eu ouvia, não parava de pensar “corram para a UNDER CODE!” );
Shinko Syukyo Gakudan NoGoD – Mr.HEAVEN:
Finalmente posso dizer que gostei de um lançamento de NoGoD! As cinco músicas são apenas uma, as outras quatro são... imitação de Versailles! Isso mesmo, eles usaram a mesma tática de Versailles, gravaram um música forte, fizeram várias versões (sem guitarra, sem bateria, sem voz...) e venderam durante o show. Gostei e ouvi bastante “Mr.HEAVEN”, eles poderiam usar mais vezes filtragem na voz de Dancho, fica bem menos enjoada.
Tokyo Shitei - New [Yo]rk:
Esse foi um single que eu peguei só pra sacar o motivo de tanto hype em cima dessa banda. Pelo que parece eles foram uma banda indie bem pequena que entrou em hiato e que a pouco tempo voltou, então imagino que apesar de pequenos eles tinham fãs de verdade. Não é o tipo de som que eu pare para ouvir, mas vai agradar a que é fã de Alice Nine (banda de quem eles clonaram o visual...) e Kannivalism. O som deles já é bem definido, e futuramente talvez eles ascendam.
xTRIPx - Digital’a Nature:
Eu havia prometido a um dos leitores do blog que postaria algo sobre xTRIPx, e estou aqui cumprindo a promessa. Eu sempre tive vontade de ouvir algo deles, mas algo fazia com que eu não tivesse a vontade definitiva de pegar algo deles e ouvir. Eles fazem parte do grupo de bandas renegadas da Loop Ash, e pensei que, assim como -OZ-, eles poderiam ter pelo menos uma música que preste em toda a discografia. O mais incrível é que ao ouvir o single mais novo da banda me deparei com algo totalmente diferente do que eu imaginava como uma banda de visual kei underground e esquecida. Das quatro músicas do single “Digital’a Nature”, apenas a terceira, “I’s”, lembra algo do visual kei, mas bem de longe. Eles soam como uma mistura de Baroque com UVERworld, ou seja, pop rock cheio de elementos eletrônicos da melhor qualidade, e a última música é um hip-hop malandro no estilo MTV americana. Qualquer pessoa que goste desse tipo de som deve dar uma checada em xTRIPx, eles passam longe (e talvez até estejam tentando a vida na cena errada) dos clichês do visual kei.
Publicação original de 27/08/2009. 7 imagens desta publicação não sobreviveram à migração de 2013.