Resenha de Sixth Sense, de Bergerac (Timely Records, 2009). Nota: 9,5.

Depois de alguns meses parados, o Bergerac volta com um novo miniálbum. Sixth Sense mostra um Bergerac diferente, usando cada vez mais os recursos de samplers e teclados nas suas músicas.

O miniálbum começa com “Diaboros”. É uma ótima música, mas muito do peso se perdeu por causa dos sintetizadores. Talvez funcione melhor ao vivo. O destaque é o arranjo de violões no refrão.

“Aoi Namida ni Utsuru Kimi" é uma das melhores músicas deles. Diferente, energética, muito bem arranjada e ainda com ótimas passagens para bater cabeça que te deixam ansioso pra chegar no refrão, que não desaponta.

“Shadows of you” é uma ótima música com um clima diferente, agradável, de novo com os arranjos de violões, mas o destaque dessa música fica com o clima do solo.

“Selfish” começa com um riff de baixo que gruda na cabeça e ainda tem o ritmo bem dançante com a sua melodia beirando o pop.

“No. XIII” é uma música que remete ao visual rock tradicional. É uma música típicamente do chamado “neo visual kei”, em que tem elementos de música atual, mas sem perder a essência do visual rock clássico. Muito boa!

Terminando o miniálbum de forma alegre, temos “death wish”. Dá pra imaginar essa música terminando os shows da banda e dá pra imaginar coreografias diversas já que a música parece que foi feita pra isso.

O miniálbum é um dos melhores materiais já lançados da banda. É bastante diferente do que se está acostumado a ouvir no cenário indie de visual kei ultimamente, ainda mais em bandas do famigerado “oshare kei”. Se quiser ouvir algo diferente e de muita qualidade, aguce os seus sentidos.


Publicação original de 05/05/2009.

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