O que diferencia um computador bom de um ruim? Se tem webcam, teclado e mouse wireless, um HD maior, um processador potente de 20 núcleos, mais memória RAM, placa de vídeo com maior capacidade e independência, um gabinete gigante, um cooler d’água, som surround e tela de 100 polegadas HDTV, isso é bom?
A resposta é NÃO, meus amigos. Hoje estamos em uma era de convergência, vivemos em um momento em que tudo é acessível para (quase) todos, em que o lixo agora é luxo e em que tudo é aproveitável. “O que diabos isso tem a ver com games?”, vocês me perguntam. E a resposta é simples: os jogos de computador também entraram nesta onda, o que antes era tratado como o “console” mais variável de todos os tempos hoje é mais um forte carro-chefe do mercado multibilionário que movimenta os games e derivados.
Alguns de vocês devem se lembrar que os computadores populares de antigamente só serviam pra ler e-mails e jogar Campo Minado, se tivesse sorte ele viria com “O Jogo do Milhão” também. Não é o caso atual: hoje, os computadores vêm prontinhos pra ação, munidos de placas de vídeo mais sofisticadas que acompanharam a moda dos pixel shaders e podem reconhecer e interpretar sombras e reflexos com precisão, além de memória suficiente pra jogar uma diversidade de outros games e processadores que misturam silêncio, economia de energia e funcionalidade. Este é o PC casual.
Não podemos negar que os PCs casuais rodam jogos fora do mainstream, ou seja, jogos hardcores como F.E.A.R, Call of Duty 4 ou o modesto Left 4 Dead. Isso seria pedir demais por tão pouco, pois atualmente no Brasil os computadores populares servem pra jogar Half-Life 2 e Civilization 4 no máximo, o que não é suficiente pra suprir a sede e demanda por jogos mais atuais e mais realistas.
Entramos agora no mito de verdade: se os computadores produzidos já não acompanham a demanda, imagina aqueles que nós montamos com carinho e suor? Como dizia o grande padre Quevedo: “Isto non ecziste!”. Esta especulação se deve porque dia após dia novos jogos e novas tecnologias são descobertas afim do melhoramento de engines e visual. Ora, a tendência atual não está só no aprimoramento de qualidade, mas também no desempenho; um PC atual montado moderadamente bem dura 6 anos rodando jogos bons a excelentes até o fim de sua carreira, e me arrisco a dizer que um PC excelente hoje dura até 8 anos, o que coloca num patamar até superior aos consoles devido a diversidade de jogos e disponibilidade.
Outro ponto que deve ser discutido é o bolso. Um PC bom custa R$ 1.500,00 pra ser montado, mais barato que 2 dos 3 consoles atuais, e a tendência é o barateamento das peças dos PCs ao contrário dos consoles. Um jogo de PC não passa de R$ 100,00, enquanto jogos dos outros consoles passa dos R$ 300,00, isso sem contar nas diversas opções que existem de jogos gratuitos que podem ser baixados da Internet.
Concluindo, se você for um gamer de PC, não se acanhe, compre uma boa máquina e não tenha medo, ela não vai ficar obsoleta em 6 meses. É um investimento excelente e o retorno é igualmente prazeroso.
Nota: Vou atualizar o Zero-G, perdão a quem gosta e lê, mas é que eu realmente esqueci [/sinceridade]
Nota 2: Esse PC que eu uso tem 6 anos, e eu comprei ele com especificações abaixo do moderado na época, tomem isso como exemplo :D
Publicação original de 20/07/2009.