TaRo
Para iniciar o primeiro post no qual falaremos sobre o visual rock no brasil, vou dar uma ambientada com um experiência que tive hoje. Pela primeira vez fui num show da cena de emocore underground. Fui armado de muito preconceito e saí cheio de vontade de trabalhar no visual rock. As bandas de emocore aqui no Rio têm, em sua maioria, 80% a 100% de musicas próprias no repertório. O público ouve as músicas no MySpace ou baixa e cantam nos shows. Não tô falando de bandas como o Granada ou Sugar Kane, to falando de bandas que estão no quarto ou quinto show.
Isso me doeu um pouco. Fiquei pensando: ‘cara, minha banda lançou a “Mirror” em novembro e, em todos os shows que fizemos depois, só vi no máximo umas 10 pessoas, fora os amigos e os mais próximos à banda cantando’.
No meio do show do RSigma (que é math rock, mas toca no cenário de emo/hardcore), eu fiquei muito triste porque pensei: “Cara, nunca vamos fazer show assim no nosso cenário, só música própria e geral cantando”. Durante o decorrer do show, comecei a fazer uma autocrítica pensando o porquê de o “cenário” NUNCA vai crescer se continuar nesse círculo vicioso. Saí de lá com muita vontade de criar mais músicas, de ir do show pro estúdio tocar, de fazer outro show como o do Rebellion.
Hoje aqui no Rio chegamos num momento muito especial. As 5 principais bandas de visual rock estão gravando cada um o seu material.
A banda Psygai, após 2 anos, está em fase de finalização do seu primeiro miniálbum, chamado ShinkeiON. A Bakuhatsu está gravando um álbum com 10 músicas, que contém as 5 que a banda tocou de 2005 a 2008 e mais 5 faixas inéditas. A banda Personna está gravando um single de 3 músicas. A Obsexion está gravando o seu single com 2 músicas também e a banda Ma:kiavel está em fase de pré-produção para as gravações do seu maxi single, que irá se iniciar no final do mês de maio.
Talvez estejamos vendo a real criação do cenario de visual rock no Rio de Janeiro. O ano promete vários lançamentos e muitos shows.
Irie
Ontem eu também fui nesse show, mas eu já conhecia o cenário e já tinha ido em shows de hardcore antes. Quando encontrei com o Z da Psygai esses dias e falei sobre as minhas ideias com relação ao Ambivalent Rebellion, trocamos experiências. Ele me contou como funciona mais ou menos lá no Japão e o que a gente quer fazer aqui é a mesma coisa. Acontece que o que falta aqui ainda é cativar público, e com músicas covers NENHUMA BANDA TERÁ PÚBLICO. Então, senhores de bandas de Jmusic do Brasil que leem isso, por favor, invistam nas suas bandas de modo correto, fazendo música própria. Só assim teremos uma cena. Sem material próprio, é como dar murro em ponta de faca.
No mais, até o próximo post!
Publicação original de 03/05/2009.