Resenha de Hymn to the Immortal Wind, de MONO (Temporary Residence Records, 2009). Nota: 9,0.
Mono é, provavelmente, o maior expoente do pós-rock japonês. Não lançam algo há 5 anos, visto estarem em constante turnê.
Músicas normalmente bastante compridas, explorando escalas, temas e acordes, normalmente são músicas diferentes para cada ouvinte, mesmo sendo a mesma faixa.
Análise das faixas:
1. Ashes in the Snow
Lembra bastante um outro EP deles, o The Phoenix Tree. Passagens orquestradas, mescladas com uma guitarra “líquida”, como eu costumo definir, ou melhor dizendo, com uma fluidez agradável. Traz paisagens e lembranças à cabeça, e tem um tom melancólico, que, apesar disso, é extremamente acalentador e confortável. Segue com progressões e ciclos de escalas, escalando até uma nevasca de sensações.
2. Burial at the Sea
Não, as caixas de som do seu computador não estão com problema, a música realmente começa com um zumbido grave, que na verdade é o baixo com um efeito de compressor.
Não digo que esta música é melancólica, porque ela é triste mesmo, como o nome sugere. Traz à memória pessoas queridas que, de uma forma ou de outra, deixaram saudades, seja um amigo que viajou pra longe ou um familiar querido que faleceu. No entanto, ela faz sentir também que, apesar dos dias tristes, basta olhar pra cima e ver que o céu continua lá, azul e enorme, e que o amanhã pode ser difícil, mas sempre vale o esforço e a luta.
3. Silent Flight, Sleeping Dawn
Se você não pulou a faixa anterior, você não notou que essa música começou, HA! Mas ainda assim, é uma música tranquila, que convida à introspecção e ao pensamento.
4. Pure as Snow (Trails of the Winter Storm)
É uma música de brisa, tudo que tenho a dizer, e em todos os sentidos, e dá até pra se chacoalhar um pouco nessa. Destaque para a bateria!
5. Follow the Map
Música simples, harmoniosa e inocente, como se fosse uma memória de infância...
6. The Battle to Heaven
É como se fosse um caminho, uma estrada para chegar ao seu destino, e até mesmo como é difícil esta missão... percalços, dificuldades e sofrimento, mas alcançando o sucesso, apesar de tudo.
7. Everlasting Light
É a música que toca no final do filme, sem mais.
Avaliação do álbum:
É MONO. Sempre vai parecer melancólico, triste, porém, ao mesmo tempo, leve, agradável e esperançoso. É uma banda diferente pra cada pessoa...
Publicação original de 22/04/2009.