3月18日
Atrasado, mas postei! Esta semana começaram as aulas e eu preenchi toda a minha carga horária e mais um pouco, então ainda tô me adaptando a ela! Mas fiquem tranquilos, o programa não vai parar de ir ao ar, assim tentarei manter o blog mais atualizado.
Hoje vou falar de Tóquio, talvez a última cidade que eu vá retratar aqui no blog (eu pensava em falar de Kyoto, Osaka e Tóquio, mas surgiram também Kobe e Sapporo no meio!). Para a decepção de alguns, não vou falar de Akihabara, Harajuku, Shibuya e outros bairros famosos que todos conhecem ou já viram no Fantástico. Vou falar, no entanto, da universal Tóquio, suas peculiaridades e generalidades, a partir de pontos de vistas diferentes. Mais do que todos os tópicos antes postados, este será limitado exclusivamente a opinião deste que vos escreve. Leia, e descubra o que o Japão pode oferecer de mais globalizado — ou menos nipônico.
A minha primeira impressão foi: “aqui se fala japonês!”. “Como assim, Vile, você não tá no Japão?” Sim, estou, mas onde moro, as pessoas só em falam num dialeto marcado por mudanças na forma dos verbos e abreviações de palavras, além de ser naturalmente mais rápido, e algumas palavras pronunciadas de maneira diferente (ainda vou postar sobre o dialeto de Kansai aqui). Na capital, o dialeto é o mais próximo ao padrão, se assemelhando muito a linguagem dos doramas (novelas japonesas). Tanto é que o povo achava impressionante um estrangeiro falando “outra língua”.
Aliás, falando em pessoas, em Tóquio, os japas lembram mais os ocidentais em tamanho e moda (tirando os loucos de Harajuku, Akihabara, etc). A maquiagem das meninas não é tão forçada e os caras são menos “andrógenos” (entenda como quiser), mas que fique claro: a aparência muda, mas continuam japoneses. E não para por aí: estrangeiros, sim, pessoas como eu e você, por toda a parte — eu nem era olhado pelos nativos. Fazia tempo que não via tantos ruivos, negros, morenos, loiros... E brasileiros! No primeiro trem que entrei, ouvi um saudoso “quero que se fod*”.
Não eram só estrangeiros, não. Mendigos, em todas as estações! Incrível como até nesse ponto Tóquio é globalizada. Os carros eram, em sua maioria, importados (ou modelo importado, já que a direção continuava na esquerda). Alguns lugares me lembravam São Paulo, outros me lembravam outras cidades japonesas... Uma métropole, com várias faces.
Mas a capital engana. Para quem chega no Japão e só conhece essa cidade, a impressão que fica é um Japão perfeito, equlibrado. Outdoors eletrônicos gigantes, parques espalhados por toda a cidade, templos aqui e ali, ruas movimentadas (mesmo!), calçadas que não param e tudo escrito em japonês, legendado pelo nosso alfabeto. Há até lixo na rua em Tóquio! Contudo, certamente quem não conhece Nara ou Kyoto se maravilhará com as construções antigas de lá.
Para mim, é uma cidade que se desenvolveu mais que todo o resto do país e por isso perdeu muito da identidade nacional. Uma metrópole que não dorme, como tantas outras, mas ser habitada e conduzida por japoneses faz toda a diferença. Traduz como nenhuma outra a palavra “globalização”, é o significado de miscigenação. Se há cultura nipônica, há também um pouco (?) de cultura americana, latina, europeia, africana, asiática. A língua ainda permanece viva, talvez como um suspiro de vida dos nativos. É uma cidade fantástica, exótica, mesmo para os japas.
Você, leitor, deve ir e escolher a sua Tóquio! E não se esqueça de mandar um e-mail para o blogueiro, falando o que achou.
Yokohama: Passei por lá, é é bonita. “Minato Mirai” (porto do futuro, literalmente) justifica o nome. Porém não é tão romântica como Kobe. O bairro chinês, sim, bate fácil o da “capital da carne”, seja pelo tamanho ou variação. Uma cidade construída para se morar — e quem mora lá, mora bem, pode ter certeza.
Não se esqueça de visitar o blog e site mais completo sobre culinária japonesa: www.aacj-br.zip.net e www.aacj.com.br
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PS1: Finalmente andei de trem-bala e pude ver o Monte Fuji, ainda que de longe.
PS2: A Torre de Tóquio é a única torre no Japão que realmente vale a pena subir. No dia que fui, tinha show acústico. Por obra do destino, nenhuma nuvem na noite, que tinha como trilha sonora música brasileira, tocada pelo artista da vez.
PS3: Viu o vídeo? Sim, fui na Disneylândia! =D
Publicação original de 14/04/2009. 6 imagens desta publicação não sobreviveram à migração de 2013.