Resenha de EVANESCENT, de VAMPS (VAMPROSE, 2009). Nota: 7,0.

Romance e fantasia tomam conta do terceiro single do VAMPS.

Ouvindo destraidamente o lançamento, a sensação que se tem é de não ter ouvido nada, o que, de fato, não é nada muito convidativo quando se fala de um single. “EVANESCENT” se torna mais interessante quando analisado com mais calma, e principalmente quando se leva em conta as letras das músicas.

O single abre com a faixa-tema, “EVANESCENT”. Nada de novo no ritmo. Até parece umas músicas feitas pelo L’Arc, o que muda é que não tem o toque do Ken, o K.A.Z é bem diferente dele em questão de estilo.

A música é um pop-rock interessante até, nem muito lenta, nem agitada, com um bom casamento do vocal com o instrumental, nada que já não tenhamos visto em outros trabalhos do HYDE. O tema da música é o amor e a nostalgia, como sugerido pelo título. De forma um tanto quanto pra baixo, os sonhos impossíveis e saudades de amores perdidos compõem a letra da canção de aproximados quatro minutos e meio.

Segue-se o single com a b-side “LIFE ON MARS?”, música original de David Bowie. Essa faixa perde totalmente a graça se não for analisada juntamente com sua letra (tanto a original quanto o cover). Um conto sobre os sonhos e viagens interiores de uma menina reprimida, a música trata o tempo todo de fantasia, e é cheia de citações, como Mickey Mouse, John Lennon, dentre outros. Mais uma vez, o tema não se discorre de forma muito otimista.

O ritmo convém à letra, passa bem a sensação irreal da letra. O ritmo e a letra te deixam pairando, sem saber se a composição completa é ou não pessimista. É fácil até de imaginar um clipe musical pra ela, fica a questão do porque não o fizeram. Uma animação gráfica cairia perfeitamente. Ainda comentando sobre ritmo, o inicio dela lembra bastante os trabalhos do K.A.Z com o Oblivion Dust.

O single é até eficiente, principalmente tendo-se em vista que o VAMPS não é exatamente uma banda para inovar no mundo da música. O que HYDE e K.A.Z tinham pra fazer de novo eles já fizeram em suas respectivas bandas. Pra quem gosta dos dois, está aí mais um lançamento, mas ainda assim, poderia ter sido melhor explorado. Mesmo o primeiro single da dupla, “LOVE ADDICT”, se mostrou mais interessante que este.


Publicação original de 19/05/2009.

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