Olá, pessoas queridinhas, como vão? Voltei aqui para um post normal do nosso blog. Como disse no anterior, eu irei repostar algumas coisas que foram perdidas com o velho layout do site, mas não por agora. Porque agora temos uma banda especial pra falar. Sim, falemos sobre ele, o polêmico e único Malice Mizer.

Primeiramente, queria só lembrar que o nosso fofíssimo blog J-Neration não é Wikipédia, nem um site de biografias. Ele é um blog. Como tal, aqui você pode conferir dicas legais e informações gerais, relativamente relevantes sobre os artistas escolhidos para as postagens. Assim, fãs de carteirinha do Malice Mizer, favor não virem reclamar que não tem mínimos detalhes sobre o grupo, esse é um apanhado geral de informações para quem quer conhecer o trabalho dos caras e para quem está lendo este artigo por mero esporte. Tendo essa primeira explanação, fica a dica pra que pesquisem e ouçam a banda, aí sim saberão mais detalhes.

Vamos lá então. O Malice Mizer iniciou suas atividades no ano de 1992. Aliás, época de bandas importantes essa, destaque pro fato de ter sido a época de consolidação do estilo “visual kei” tão famoso e querido entre os fãs ocidentais do rock japonês. O Malice teve sua grande fatia nesse bolo — reforcemos isso aliás, foi uma das bandas mais importantes pro estilo, sonora e visualmente falando.

A primeira coisa que você vai notar é o visual demasiadamente diferente que eles trouxeram ao público. Talvez hoje você vire e fale: “ah sim, mas já vi trocentas bandas fazendo a mesma coisa”. Não em 1992. Encabeçada pelo polêmico líder Mana e por Közi (que também é bem... peculiar), o Malice Mizer foi uma das primeiras bandas a levar para os palcos e encartes de CD o visual “aristocrático”, que seria utilizado por diversas bandas posteriormente. O já citado Mana, por exemplo, é inspiração inquestionável para fãs do estilo “gothic lolita” no visual kei, página eterna das edições da revista Gothic Lolita Bible inclusive. O trabalho visual deles então passa de uma curiosidade e chega a algo que integrava a identidade da banda. Eis aí uma foto da última formação da banda:

A orquestra sinfônica da Nova Zelândia apresenta...

No campo do som a banda também era diferente. Estenda a definição “aristocrático” igualmente à produção musical. Eles passaram por várias fases, que geralmente são chamadas de “eras”, diferenciadas pelo vocalista atuante. Mas em todas elas há um quê de “pompa” nas músicas, um trabalho instrumental ora sensível, ora macabro, recheado de toques inovadores e únicos.

Na primeira era, a banda contava com Tetsu no vocal. É considerada no geral a fase menos famosa e expressiva da banda. Foi marcada pelo lançamento do primeiro álbum da banda, chamado Memoire, de sucesso regular. A era que segue a saída de Tetsu é definitivamente a mais lembrada, lotada de hits e base de inspiração pra muitas outras bandas atuais. Estamos falando da era do vocalista Gackt, que veio da banda CAINS:FEEL. A era introduziu na banda uma atmosfera muito mais erudita, com fortes influências europeias, especialmente francesas, refletidas no som, títulos e letra das músicas. Marcada pelos hits mais “bonitos” do grupo. Os álbuns foram: Voyage de 1996, e Merveilles, de 1998. No período entre a saída do vocalista Gackt e a entrada do próximo, o Malice Mizer teve uma “sub-era” de músicas instrumentais, enfoque ao álbum Shinwa ~Kami’s Memorial Box~, em homenagem ao baterista Kami, que morreu vítima de um derrame cerebral em 1999.

Citamos que a “era Gackt” foi a mais famosa, porém a que segue contém grandes sucessos também, e um brilho independente da era anterior. É a sombria, interessante e intensa “era Klaha”, obviamente com o vocal de Klaha, conforme o nome. Bara no Seidō, lançado em 2000, foi o único álbum do período, porém foi seguido dos famosos singles: “Gardenia”, “Beast of Blood” e “Garnet ~Kindan no Sono e~”, todos de 2001 e, sob meu ponto de vista, três dos melhores lançamentos da banda definitivamente. Após o lançamento de “Garnet”, a banda entrou em pausa por tempo indefinido.

Um videozinho ao vivo:

Au Revoir (LIVE)

Em uma pequena e simplista explanação sobre a banda podemos dizer isso aí do texto. E para não ser um post perdido no espaço e tempo vou explicar os motivos dele. Primeiro porque o Malice Mizer é uma banda bem legal, eu curto bastante, e obviamente fiquei muito feliz em poder dividir um pouco desse gosto com vocês. Outro bom motivo é que está próxima a apresentação de uma coletânea sobre os caras no programa B!EM FEITO. Para ficar todo mundo antenado já falei um pouco sobre eles aí. Espero que tenham gostado!

E aproveitando a ocasião, vou mandar um obrigada pela ajuda para esta postagem prestada pelo meu amigo Daisuke do Risk En Eve, fã de carteirinha da banda. Visitem o blog dele clicando aí no nomezinho, tem bastante coisa legal lá! No mais é isso, até mais!


Publicação original de 25/01/2009. 1 imagem desta publicação não sobreviveu à migração de 2013.

Compartilhar
Comentários
0 comentários