É impossível falar de oldschool sem citar algumas bandas, torna-se lugar-comum falar sobre Aliene Ma’riage, Syndrome, lamiel; entre outras lendárias que despertam a nostalgia de um tempo que não vivemos. Há um motivo para isso, pois é fato que os anos 90 foram o ponto alto do visual kei, é dessa época que vieram todas as joias que hoje são falsificadas. Hoje trago uma pérola, outra banda bem conhecida, também importante e com um significado especial para mim. Madeth gray’ll foi uma das primeiras bandas japonesas que conheci.

Toda a biografia da banda vocês podem conferir no JaME, ou em alguns minutos de busca no Google. Coisa bem fácil e cheia de fatos curiosos, como a morte do guitarrista Izumi quando esse se dirigia ao funeral de hide. No entanto, discordo do Jame quando ele diz que a música do Madeth gray’ll não era original. Admito que eles não criaram nada, as fontes de onde eles tiram inspiração são bem claras, mas o fato deles terem pego as principais tendências daquela época e sintetizado em poucas músicas (e vários lançamentos), faz com que mereçam uma definição mais justa. O melhor ponto de partida é, ironicamente, o último lançamento a banda; uma coletânea, que, pode não ser perfeita, mas é o mais próximo disso que uma banda chegou a lançar.

Higeki no Shūmaku é tudo aquilo que Madeth gray’ll apresentou aos fãs em seus poucos anos de vida. Não é um álbum que vá agradar integralmente a todos os ouvintes, mas ainda assim até mesmo aqueles que não conseguem apreciar o barulho ruidoso de “Kyōshikyoku” poderão encontrar valor em “Kūchū Toshi”, ou num momento dramático de minha música preferida — e também a primeira que ouvi: “Lucifer”. O fato é que, para os que estão mais familiarizados com a década de 90, ouvir Madeth gray’ll é um desafio aos seus conhecimentos. Primeiramente, temos o vocalista Hisui, dono de uma voz bem distinta, e, levando em conta alguns de seus visuais, grande fã de Lareine. Lembro que certa vem uma garota que teve sorte de assistir ao show de Madeth gray’ll disse que nunca havia visto um homem tão bonito quanto Hisui, e falou algo como “Esqueçam as fotos, elas não fazem jus a sua beleza real. Ver ele de verdade é hipnotizante”. Depois, o líder da banda, o baixista Yukina, fã de ROUAGE (note que algumas músicas possuem ideias exatamente iguais as que ROUAGE usou no primeiro álbum; como a choros e risadas de bebês, por exemplo). E Reika, o último, e mais famoso, baterista da banda (vindo de uma banda cover chamada XXX, que vocês podem deduzir o que tocava), bem conhecido pelo apego a cor vermelha. Por sinal, as cores sempre foram uma característica forte no visual: cada integrante experimentava com sua cor, sempre usando uns fortes e vivos. Hoje vemos estética semelhante em bandas como Metis Gretel/Megaromania e Eremia.

Madeth gray’ll é fundamental para os amantes do visual kei tradicional, além de, assim como La’Mule, Phobia e Aliene Ma’riage, eles foram a principal banda de sua gravadora. Foram a maior banda da Matina, desbancado até mesmo a banda de Kisaki; que na época era Syndrome — tida pelo próprio Kisaki, os fãs, e a torcida do Flamengo, como sua melhor banda.

Infelizmente, com exceção de Reika, todos os outros integrantes desapareceram do meio musical. Yukina, ouvi dizer, agora já é casado e tem um filho. Dificilmente voltará a música. Mas ainda tenho esperanças quando a meu querido Hisui, que deu as caras pela última vez em 2004 (no pojeto Kisaki and kansai kizoku) e com a banda Schwardix Marvally.

[2001.01.31] Higeki no Shūmaku

  1. Entith de Marge (Piano Version)
  2. Kūchū Toshi ~In the Zalemu~
  3. Zwei Dataisha to Mōmoku na Chūzetsuji .. 69nichime no Sogai
  4. Kyōshikyoku
  5. Opera za no Higeki
  6. Hakuchūmu no Sangeki
  7. Le Miserable
  8. Lucifer
  9. “M”teki Higyaku Shōkōgun
  10. Parasite
  11. Akuratsu Naru “Rei” ni Sasagu
  12. Kuro Shōzoku no Shirabe
  13. Gekiyaku

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Publicação original de 19/12/2009. 2 imagens desta publicação não sobreviveram à migração de 2013.

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