Bem, amigos (não, não estou imitando o Galvão *Deusmelivre*), hoje poremos vocês a par do último lançamento da nossa tão querida e aclamada banda: Loudness.

No dia 27 de maio deste ano, a banda lançou seu mais novo álbum, intitulado The Everlasting. Sim eu sei que estou um pouco atrasado, porém não consegui postar no dia do lançamento. Por isso, resolvi esperar mais um pouco para comentar sobre ele, e ouvir mais algumas vezes, e posso dizer que minha opinião mudou algumas vezes.

Mas sem mais delongas, vamos ao CD.

O álbum é o 23º da banda e o 1º lançado após a morte de um dos membros-fundadores, Munetaka Higuchi, um dos maiores bateristas do Japão, que morreu em novembro do ano passado. O álbum, porém, chegou a ser gravado por Munetaka, que infelizmente não viveu para ver seu último trabalho lançado. Seguindo a linha do Metal Mad, álbum de 2008, a banda traz um som extremamente pesado, clima tenso e agressivo, com a parte instrumental muito bem alinhada e harmônica.

Akira Takasaki traz toda a técnica adquirida ao longo de sua extensa e muito bem sucedida carreira, e une o peso e a tensão de uma base mais seca e agressiva com a alegria e a animação dos já conhecidos solos que o elevaram ao posto de um dos maiores guitarristas japoneses de todos os tempos.

A bateria de Munetaka continua impecável e, apesar de não se destacar em nenhuma música em especial, mantém o padrão e a linha que lhe deram todo o destaque dentro do cenário do rock’n’metal japonês.

Já o vocal de Minoru Nihara confirma o que os fãs mais atentos, realistas e não fanáticos já vem notando há alguns anos: sua voz se torna cada vez mais grave e o peso da idade se torna cada vez mais aparente. Ele traz uma voz cada vez mais rouca e menos compreensível, porém cada vez mais forte e agressiva. É claro que isso está longe de prejudicar seriamente sua carreira, e neste CD sua voz casa com o clima tenso. Porém é fato que os anos vem lhe tirando mais vitalidade do que comparado a outros ícones mundiais do rock como Bruce Dickinson, Ronnie James Dio e até mesmo Lemmy Kilmster, que conta com uma voz mais rouca do que a de Minoru, porém obiviamente com um padrão mais acertado por conta de seu histórico vocal.

As faixas seguem de maneira agradável aos fãs da banda. As agitadas “Hit The Rails” e “Flame of Rock”, que abrem o CD, trazem o Loudness mais agressivo do que nunca, e daí por diante as faixas caem gradativamente de agressividade, e trazem o lado técnico e melodioso da banda atona.

A balada rock de “Life Goes On” aquieta os animos de quem acompanha a evolução do álbum, para logo em seguida a “Rock this Way” trazer todo o espírito oitentista da banda para uma das faixas mais fixantes.

Daí pra frente o trabalho mescla o progressivo com o heavy e o rock, três dos traços mais fortes da banda, deixando transparecer ainda em “I’m in Pain” toda a força do underground, soando como a vitalidade de uma banda que acabou de começar.

O álbum termina nessa clima underground/progressivo com “Desperate Religion”, que é um final menos louvável do que o início, porém que não põe a perder o trabalho desenvolvido até então.

The Everlasting com certeza jamais chegará a ser um clássico da banda, tampouco é o melhor lançamento da banda nesta década. Porém, é uma ótima pedida aos fãs de Loudness e do heavy metal.

Não disponibilizarei o álbum para download, porém quem fizer uma visitinha à comunidade J-Metal/J-Hard Rock do Orkut poderá ter boas notícias.

Tracklist

  1. Hit the Rails
  2. Flame of Rock
  3. I Wonder
  4. The Everlasting
  5. Life Goes On
  6. Let It Rock
  7. Crystal Moon
  8. Change
  9. Rock Into the Night
  10. I’m in Pain
  11. Thunder Burn
  12. Desperate Religion

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Publicação original de 23/06/2009. 1 imagem desta publicação não sobreviveu à migração de 2013.

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