Então o GLAY anunciou mais três shows nos EUA. Repetindo a dose do ano passado, um show em São Francisco no The Fillmore e dois em Los Angeles no House of Blues. São lugares que comportam em torno de 2000 pessoas.
Nos seus tempos áureos, a rotina do GLAY era tocar pra 20, 30 mil pessoas ou mais! Fora, claro, as EXPOs e seus 100–200 mil espectadores. Hoje em dia, com 15 anos de carreira major, o natural ocorreu. Assim como as vendas de um álbum novo não chegam nem na metade dos números dos seus grandes sucessos, os shows diminuíram. Sim, eles ainda tocam em arenas e os dois shows do GREAT VACATION — substituto da EXPO — agora em agosto, vão bombar o NISSAN STADIUM com mais de 72 mil pessoas cada dia, claro. Porém, na real, se tornou mais comum o GLAY fazer shows em halls Japão afora.
Ainda assim, me pergunto se realmente compensa viajar com toda uma equipe e equipamentos pro outro lado do mundo, ainda mais para três shows pequenos. Será que eles acham que com a insistência eles conseguirão uma fatia considerável do mercado, assim como o DIR EN GREY fez nos EUA e o MUCC na Europa? Essa história não acabou bem pro B’z e pra várias outras bandas (a maioria visual, aliás, o que costuma chamar bem mais atenção no Ocidente).
Infelizmente, duvido que dê em algo para o GLAY. Alguém acha que eles conseguiriam, por exemplo, vender 6000 cópias de um álbum nos EUA, como fez o DIR EN GREY com seu recente UROBOROS? Acho que TAKURO e cia. não têm tantos fãs norte-americanos assim. E mesmo que tivessem e vendessem, será que só isso valeria a pena pro GLAY? Sei não... Apesar de não ter mais a mesma fama, eles estão em outro nível mercadológico, ainda bem acima do nível de DIR e MUCC.
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Fuçar fotos recentes do GLAY me levou de volta ao infame artigo “Glay Pride”, publicado no site musical estadunidense NME.com em agosto do ano passado, época dos primeiros shows norte-americanos da banda. O texto, curiosamente publicado na seção “LA Woman” do site, é bem fútil e se concentra basicamente em uma série de informações pessoais desinteressantes e que não têm muito a ver com o GLAY e na experiência do primeiro contato da autora com a banda, quando viu uma foto deles no Japão e achou estranho. Dos oito parágrafo do texto, eu diria que uns dois são pertinentes (e olhe lá!). Dois e meio pra ser bonzinho.
Não é só o nome do artigo que é tendencioso, o texto em si possui, no geral, um viés nada agradável pra qualquer fã da banda. Resultado: a página não tem nenhum comentário publicado e 14 “esperando moderação” há quase um ano. Cê acha que algum comentário desses estava malhando o site e a autora por sua falta de profissionalismo? Magine!
Publicação original de 01/08/2009. 1 imagem desta publicação não sobreviveu à migração de 2013.