Ô loco, meu! Mais do que nunca, tanto no pessoal quanto no profissional, saiu uma notícia cabeluda sobre o GLAY, envolvendo a briga com a antiga gravadora pelos direitos das suas próprias músicas. Éééé! Confira o extrato do Japan Zone:
A banda de rock GLAY ganhou o veredito que estavam querendo da Corte de Tóquio ontem [22/10]. A corte mandou a antiga companhia que empresariava a banda, Unlimited Group, retornar os direitos de 147 músicas e pagar 670 milhões de ienes [cerca de 12,6 milhões de reais] em taxas de contrato e royalties aos quatro membros da banda.
Pausa para curiosidade: viram como é fundamental se um cara é membro oficial da banda ou não? E aí, se você tivesse uma banda, deixaria, por exemplo, um baterista de apoio virar um membro oficial só pra banda ficar “completinha”? ;)
O GLAY assinou com a Unlimited em 1998 e o contrato estipulava que os direitos das suas músicas pertenciam à companhia, que pagaria royalties à banda. (...)
A banda já teve muitos problemas legais e contratuais, mas tem sido um “tabu” para a mídia (é especulado que isto se deve a conexões com o crime organizado). A Unlimited ganhou a [tradução meia-boca por um instante] licença e controle da banda [pronto] numa disputa legal contra a Burning Productions (uma empresa que dizem ser da Yakuza). Problemas financeiros com a Unlimited ocorreram em 2005 e o GLAY encerrou o contrato. (...)
Os moleque com pinta de j-mafioso. “Cosa nosutora”.
Nunca tinha ouvido falar do GLAY ter algum tipo de envolvimento com a Yakuza, mas não estou surpreso. Já ouvi rumores parecidos envolvendo DYNAMITE TOMMY (produtor executivo do DIR EN GREY, dono da FREE-WILL) e Kisaki (Phantasmagoria, dono da UNDER CODE PRODUCTIONS). Por sinal, já vi o Kisaki declarar abertamente profunda admiração pelo D. TOMMY.
Mas enfim, se você faz parte de um grupo que controla a mais famosa organização criminosa de um país que tem o segundo melhor e mais rentável mercado fonográfico do mundo e vocês têm investimentos diversos e diversificados, você não mexeria com música? E aí você não acabaria trabalhando, direta ou indiretamente, com um dos maiores fenômenos musicais do seu país nos anos 90? Nada disso é de se surpreender. Coisas do tipo com certeza acontecem em outros países também.
Agora é só aguardar algum fã aparecer aqui para apresentar opiniões irrefutáveis de que é um absurdo especular que GLAY tenha algum envolvimento com alguma organização criminosa. Afinal, eles são super do bem, porque as músicas são lindas e fodas. Não... o fã é que é foda ;p
Fique agora com uma das novas músicas do GLAY, apropriadamente chamada “Tokyo vice terror”! =D
Leia a notícia decentemente séria na Blast!
Publicação original de 28/10/2009. 2 imagens desta publicação não sobreviveram à migração de 2013.