Gastunk é outra daquelas bandas que você deve conhecer. Foram uma das mais influentes bandas que passaram pelo underground japonês, serviu para moldar como seria o visual kei anos depois, e influenciou inúmeras bandas dos anos oitenta.

A formação clássica consiste em Baki nos vocais, Tatsu na guitarra, Baby no baixo e Shigeru na bateria. A banda se consagrou por causa do seu atípico som, uma mistura de punk, thrash metal e hard rock, bem como o visual extravagante de Baki, com faixa na cabeça e uma cabeleira desarrumada (e por vezes a face branca), e o cabelo vermelho-rosado de Tatsu.

Este álbum que trago é o que mais gosto, nunca canso de ouvir, e sempre que ouço percebo que gosto ainda mais dele. O balanceamento é perfeito, começando com “Baruth”, uma música de sete minutos (eles tinham o hábito de fazer músicas grandes, principalmente em sua fase menos heavy), e meio confusa. No começo você pensa que é uma longa introdução, e aos poucos nota que não é. Há de se perceber que no meio da música são usados samples de vozes, de posteriormente isso foi copiado por meio mundo de bandas. Em seguida temos “Husk”, uma das músicas mais famosas da banda — provavelmente por causa do lendário cover que Hyde e Kiyoharu fizeram, no qual Kiyoharu consegue estragar uma das melhores músicas da banda —, e “Leather Ship”, a perfeição. Foi esta música que me fez gostar da banda, um dos refrões mais tocantes que tive a sorte de ouvir. Ela é ainda melhor ao vivo, os riffs de Tatsu ficam bem mais evidentes e cheios de improviso, além de um emocionante coro com a platéia. Tem no YouTube alguns vídeos dela, vale a pena procurar.

Depois de um começo agitado o álbum torna-se mais brando com a balada “Running to the Sun” e o hard rock um pouco mais sossegado de “Wild Times”. As linhas de guitarra de Tatsu são hipnotizantes, admiro muito isso, fica lindo principalmente quando se intercalam com a bateria, como em “Smash the Wall” (outra das boas, psicótica do jeito que eu gosto). E o álbum acaba com “Regina”, outra balada e a mais bonita, solo com influencia latina e uma atmosfera bem típica do romantismo dos anos oitenta.

E agora tenho certeza de que não consegui passar o quanto este álbum, esta banda, é boa, e o quanto foi importante. Outras postagens virão, essa não é a primeira de várias postagens sobre esta que é uma de minhas bandas favoritas.

1987 — Under the Sun

  1. Baruth
  2. Husk
  3. Leather Ship
  4. Running to the Sun
  5. Wild Times
  6. Breeze Calls
  7. Smash the Wall
  8. Regina

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Publicação original de 18/06/2009. 1 imagem desta publicação não sobreviveu à migração de 2013.

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