Resenha de SHADOWS, de lynch. (Daiki Sound, 2009). Nota: 9,5.

Depois de muita espera, lynch. finalmente lança seu quarto álbum (se contarmos o THE BURIED, que é de músicas antigas com novas versões).

O CD começa com a “LAST NITE”, que chega a assustar um pouco por começar com um piano, num clima bem calmo. Nela, Hazuki canta sem dar um grito sequer. A segunda faixa, “ADORE”, já é conhecida pelo single e também por ser a primeira música deles a ganhar um PV. Nessa nova versão, ela ganhou algumas alterações nos backing vocals. “MAZE” é outra música um pouco diferente da pegada do lynch., com a guitarra base com distorção bastante parecida com a que o aie usava no deadman, e com um solo muito lindo na metade. “EVILLY” usa e abusa nos sintetizadores, nela Asanao arrepia na bateria e dá uma aula em variações e viradas de ritmo. “I DON’T KNOW WHERE I AM” é uma música totalmente cantada em inglês (com um sotaque absurdo!), tem uma melodia linda, daquelas que fica grudada na cabeça, e quando menos vocês perceberem estarão cantarolando o refrão.

“AMBIVALENT IDEAL”, outra conhecida pelo single e pelo PV, é uma que sempre me impressiona por alternar clima tenso com explosão de fúria durante toda música. Destaque para o berro do Hazuki no final. “THE BLASTED BACK BONE” é a mais agitada do CD, com uma pegada meio punk, tirando é claro os solos de baixo e guitarra, é uma das minhas preferidas. “SHADOWZ” é outra música em inglês, porém fica quase imperceptível por causa dos berros e guturais. Carro-chefe do CD, é a que mostra melhor o motivo pelo lynch. ser um dos maiores nomes de Nagoya, mostra todo o peso e entrosamento que os integrantes possuem.

Na “CULTIC MY EXECUTION”, Hazuki não chega a cantar nessa música. Na primeira e última parte fica falando algumas coisas, e solta seu gutural no refrão. Porém, o instrumental é realmente bom, em algumas partes chegou a me lembrar “Mind Breaker”, do Kuroyume. O CD finaliza com “MARROW”, outra música que tem uma pegada que lembra punk rock, na metade fica uma melodia bem calma e tranquila com violão e guitarra fazendo a base, até explodir com Asanao surrando a bateria e Hazuki estourando sua garganta berrando: “FALL; TAKE A FLYING FUCK; SHUT UP!!!!”

SHADOWS é realmente um dos grandes lançamentos de j-rock do ano. Nele, o lynch. conseguiu se reinventar sem mudar a fórmula básica que fizeram milhares de fãs (inclusive eu!) por todo mundo. Acredito que o único defeito é ter poucas músicas (2 delas já eram conhecidas). Muitos disseram que estão perdendo o peso, o que discordo. O álbum tem duas “baladas”, e as outras não ficam devendo em nada para as antigas; todas possuem a mesma fúria e com certeza muitas irão se tornar clássicos do lynch.


Publicação original de 29/07/2009.

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