“Todo mundo quer casar.” Essa é a frase que os antigos usam e os novinhos torcem o nariz. Mas eu acredito que seja a mais pura verdade. Não realmente casar de papel passado, véu e grinalda e com direito a muitos padrinhos. Na verdade, acho que podíamos atualizar a frase para: “Todo mundo quer ser amado.” Inclusive aquele seu amigo trevoso que disse que nunca amou ninguém. “Ah, sim, no ápice de sua longa vida de dezessete anos, ele é um sábio de sentimentos, né?” (quantos anos o Tititi tem mesmo?)

Aí falando de amor, todo mundo espera aquele partido perfeito. Aquela pessoa especial. Como diria a Chi, “alguém só pra mim”. E ela tem mais razão do que você pensa. Conversando com um amigo/pegaçon da vida, ele me deu uma lista de qualidade e características que seu par deveria ter. Disse que tinha até uma vez encontrado alguém que tinha tudo de sua listinha, mas não tinha dado certo. Aí eu disse que faltou o principal: gostar dele.

Porque todos nós temos planos. Queremos a mulher mais bonita, o homem mais seguro de si, a garota mais carinhosa, o cara mais sensível. Queremos alguém que nos ajude a pagar as contas (ou pague tudo, dependendo), alguém com uma família adorável e que não nos traia. Oras, tudo isso é ótimo, mas eu quero alguém que goste de mim, vocês não? Acho que todo mundo. “Pode gostar de mim e ter uma BMW, qual o problema, Tiano?”

A gente esquece também que não somos os mais bonitos, mais seguros, carinhosos, sensíveis e que nossa família sempre beira a loucura. Todo mundo tem uma cacetada de defeitos que podem ser tão sedutores e encantadores quando as qualidades. Que todo mundo tem também. Acho que a questão do par perfeito é bem interessante. Mais vale ter um amor de conto de fadas ou um daqueles divertidos? Algo que dure o “para sempre”, ou que acabe quando ainda nos faz felizes?

Será que rola um debate sobre o amor nesse programa? Vamos tentar. Espero vocês nesta quarta-feira, às 22h. Na Rádio Blast!, um amor de conteúdo.

“Não, o Tiano não está apaixonado, podem continuar cantando ele pelo scrapbook. Ele adora, faleeey!”

(MORRA, TITITI!)


Publicação original de 27/04/2009.

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