12月20日
Olá, ouvintes e leitores! Nesse fim de semana tive a oportunidade de ir para Kobe. Um breve resumo da cidade: tem um dos portos mais tradicionais do Japão e durante a abertura do país recebeu vários estrangeiros, cuja influência na arquitetura é muito marcante. É possível encontrar igrejas católicas próximo ao porto, um bairro chinês não muito distante dali e, próxima as montanhas, uma vila ocidental, com forte presença holandesa. Além disso, várias construções do centro da cidade lembram o modelo europeu, desde relógios com números romanos até as largas calçadas com altos prédios, como manda o figurino do Velho Mundo.
O que mais há em Kobe? Carne. A carne mais famosa, saborosa e valorizada (cara!!!) do Japão. Os brasileiros não ficam de fora: há casas de churrasco, brasileiríssimas, por lá, com direito a rodízio, acompanhado de feijoada e farofa, claro. Funcionários de todo o Brasil, garantindo a descontração que só nós, tupiniquins, podemos proporcionar.
Kobe é também a capital dos sapatos e, claro, dos namorados (o que justifica o título do post). A cidade eleita a mais romântica (que mais parece um conto-de-fadas) deixa claro no porquê: um porto absolutamente lindo, prédios que se tornam pontos turísticos, jardins e parques encantadores e o principal no mês de dezembro: a ‘illuminarie’. Nunca vi tantos casais sendo casais (ok, não se agarravam pelos espaços públicos, mas já andavam abraçados, o que é muito por aqui). Acredito que não verei algo assim em outra cidade.
O Japão é um país bonito por conta do cuidado das pessoas para com a própria terra. Quando Kobe sofreu um dos maiores terremotos do Japão, que destruiu boa parte da cidade, reconstruíram-na com todo o esforço possível e daí surgiu a sua maior qualidade: a beleza que se sobressai entre tantas outras. É uma cidade cara, é verdade, mas sem igual. Uma volta pelo poto, um passeio pelos arredores da estação que leva o nome da cidade e poder ver a illuminarie. Um pouco do céu está aqui. Só não venha sozinho, vai sentir falta de dividir isso com alguém. Todos ao meu redor estavam acompanhados: com amigos, outros com familiares e, os mais felizes, com namorado/a.
Não se esqueça de:
- visitar o blog e site mais completo de culinária japonesa do Brasil: www.aacj.com.br ou www.aacj-br.zip.net
- ouvir o Trip Note, todas as sextas, ao meio-dia.
- ir para Kobe quando visitar o Japão.
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PS1: Acho que na primeira vez que fui, 80% das pessoas vieram de outras cidades, não eram habitantes locais. Por algum motivo, não costuma-se falar de Kobe como lugar certo ao se visitar o país do sol nascente — infelizmente.
PS2: A Koda Kumi tá TODO DIA na TV, incrível, assim como a sua irmã, misono. Não aguento mais vê-las.
PS3: No próximo post vou falar do Ano Novo e do Natal no Japão, esse país que não comemora os seus feriados como os nossos também!
PS4: Um vídeo que fiz da área ainda conservada do terremoto como memorial da tragédia:
Publicação original de 06/03/2009. 6 imagens desta publicação não sobreviveram à migração de 2013.